segunda-feira, 29 de setembro de 2014

29-09-2014



Olá, como estão?
Eu… cá vou, andando muito bem calada, com a cabeça entre as orelhas, como já lá dizia o outro.

Quero começar por dar aqui os parabéns à Seleção Nacional Masculina de Ténis de Mesa, que ontem se sagrou Campeã da Europa, ao derrotar na final a Seleção da Alemanha.

Mas atenção: só soube desta vitória hoje, ao ligar o meu computador.
Eu já sabia que Portugal ia à final e que essa final era ontem, às 18h00 (se não estou em erro), em Lisboa.
Mas não consegui saber mais nada!
Pelo menos, eu não vi nenhuma notícia a respeito disso, na televisão.
É que ontem, só deu PS.

Ontem, foram as eleições primárias no PS, para escolha do candidato do PS a Primeiro-Ministro: ou António José Seguro, ou António Costa.
Ganhou o António Costa.
Pessoalmente, não escondi, aqui mesmo, a minha preferência por António Costa.
Mas, sou sincera, fiquei surpreendida com a expressão dessa vitória.
O António Costa só não ganhou numa Federação Distrital (acho que é assim que se diz): na Guarda, o que não me admira, pois é aí que está inscrito o António José Seguro.
O resto, ganhou.
Mas, pelo menos na minha opinião, isto pode ser algo perigoso. Porque não sei se concordam comigo, mas quer-me parecer que estão a envolver o António Costa numa aura de misticismo, qual D Sebastião.

Finalmente, uma palavra para o candidato derrotado, António José Seguro.
Quer-me cá parecer, e esta é só a minha opinião, que ele já sabia que ia perder estas eleições primárias: pelo menos, esta é a única explicação que encontro para as promessas mirabolantes que ele não sabia se podia cumprir.
Está bem, posso estar a ser muito ingénua: afinal, estamos a falar de política, onde promessas não cumpridas, ou traídas, é o que há mais.
Por último, por várias vezes ouvi (e vi) compararem o António José Seguro ao Calimero.
Lembram-se do Calimero?
Um patinho preto, muito triste, sempre a queixar-se e a choramingar…
Pois.
Mas eu adorava Le petit Calimero.
Quer dizer, eu até compreendo que façam essa comparação: António José Seguro com o Calimero.
Mas a mesma é, pelo menos na minha opinião, desprestigiante. Até mesmo, ofensiva.
Para o Calimero, obviamente.



E com estas palavras, me despeço.
Até uma próxima oportunidade.


P.S. – Aproveito esta oportunidade para vos dizer que não se admirem se, por estes dias, eu me ausentar. É que esta semana que hoje se inicia adivinha-se… caótica.

domingo, 28 de setembro de 2014

28-09-2014




Olá, como estão?

Eu estou bem, obrigado.

Hoje…
Não faço ideia do que vou falar.
Olhando aqui à minha volta, vejo a minha coleção de DVD’s.
E já encontrei o tema para a minha “falação”.

A última vez que fui ao cinema, acho que foi para ver o último filme dos “Piratas das Caraíbas”.
Mas a última vez que vi um filme em DVD, foi a semana passada: “Mansfield Park”, baseado no romance homónimo de Jane Austen.
Como eu já tinha lido o livro, tinha muita curiosidade em ver o filme.
Gostei bastante.
Sabem como avalio os filmes baseados em obras que já conheço?
Simples.
Os filmes têm que me fazer esquecer da obra original.
Se o filme me envolver por completo na sua narrativa, fazendo-me esquecer da obra original, considero que a adaptação foi bem-sucedida.
Caso contrário…

E com isto, me despeço.

sábado, 27 de setembro de 2014

27-09-2014




Olá, como estão?

Eu… estou assim como o tempo: enfarruscado, com má cara.

Isto hoje também vai ser rápido.

Pronto.
Agora vou falar mais para os atáxicos, assim como eu.
Vocês alguma vez se sentiram assim como uns pesos-mortos ou fardos, que só estão a atrapalhar a vida de quem vos rodeia?
Eu, não tenho vergonha de o dizer, já.
Muitas e muitas vezes.
Mas sabem o que é pior?
As palavras que nos dizem.
Percebem o que eu quero dizer?
Quantas e quantas vezes quase que me sinto acusada e apontada a dedo por já não conseguir fazer algo tão facilmente como o costumava fazer.
Só falta dizer que eu o estou a fazer de propósito!
Mas o pior é que eu sei que nada disto é sentido: na verdade, eu tenho plena consciência que tudo isto funciona como um cano-de-escape, uma forma de libertar a frustração e a impotência que se vai acumulando.
E eu vejo-me no papel de gestora: das minhas próprias frustrações e das frustrações de quem me rodeia.
Olhem, já estou como os franceses: c’est la vie… É a vida…

E com isto, me despeço.


quinta-feira, 25 de setembro de 2014

25-09-2014




Hoje não há vídeo.

Porque hoje é dia 25 de Setembro, Dia Internacional das Ataxias, hoje há um cartaz alusivo à data.

Quem me conhece, sabe que este (as ataxias) é um tema que me é muito caro, pois eu própria sou atáxica.
E o que é isso de ser atáxico?
Atáxicos são todos aqueles que são pacientes de uma forma de ataxia.
No meu caso pessoal, sou paciente de ataxia de Friedreich, uma ataxia hereditária autossómica recessiva.
A doença que me afecta é rara, incurável e degenerativa.
Mas essa mesma degeneração não atinge as funções cognitivas.
Quando muito, no meu caso pessoal, aconteceu exactamente o contrário: tornou-me muito mais consciente e alerta.
O que torna uma situação, já de si bastante difícil, ainda mais insustentável: eu, e só posso falar por mim, todos os dias me vou apercebendo de pequenas coisas que fazia facilmente, quase que sem pensar nisso, e que agora já não é assim.
Ou seja, nós, os atáxicos, vamos vendo o nosso corpo… à falta de melhor palavra… a definhar, de dia para dia, qual fruto a apodrecer. Com uma incomensurável sensação de impotência, a cravar bem fundo as suas garras mais afiadas nos recônditos mais escondidos das nossas almas, qual monstro que nos abraça apertado e arrasta para além do desespero.
E acreditem-me quando vos digo: isso não é fácil, nada fácil.
Mas para uma melhor compreensão do que eu estou para aqui a escrever, convido-os a lerem as páginas acerca das ataxias hereditárias e da ataxia de Friedreich, aqui mesmo neste blogue – coluna do lado direito, logo abaixo da minha fotografia.

Felizmente que existe a APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias!
(Podem ler, também neste mesmo blogue, uma página acerca da APAHE – na mesma coluna do lado direito, logo abaixo da minha fotografia.)
Nesta associação encontrei uma espécie de porto de abrigo, onde encontro outras pessoas com a mesma doença que eu e onde posso partilhar experiências, sonhos, desejos e realidades.
E claro, como associação que é, a APAHE está sempre à procura e a necessitar de mais e mais sócios, pois a união faz a força!
Portanto, juntem-se à APAHE!
Podem fazê-lo através do site da APAHE (http://www.apahe.pt.vu) – Página “Como ajudar”, subpágina “Faça-se sócio” – o custo da quota anual é de EUR: 20,00 € (vinte euros), que também pode ser liquidada semestral ou trimestralmente.

E com isto, me despeço!







Nota: Ambos os cartazes pertencem à APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias (http://www.apahe.pt.vu). 

terça-feira, 23 de setembro de 2014

23-09-2014




Olá, como estão?

Comigo, está tudo bem – dentro da medida do possível, pois claro…

Isto hoje vai ser muito rápido, tipo visita de médico.

Mas aproveito esta oportunidade para solicitar que me esclareçam uma dúvida.
Então, cá vai disto:
Ontem vi uma intervenção da eurodeputada portuguesa Elisa Ferreira, eleita pelo PS, quando ela interpelou Mario Draghi, do Banco Central Europeu, acerca do papel do BCE na crise do BES.
Até aqui, tudo bem.
Agora, alguém me sabe explicar porque é que a excelentíssima senhora eurodeputada falou em inglês e não em português?...
Sim, porque eu sempre pensei que, no Parlamento Europeu, os eurodeputados eleitos representavam o país.
Agora, das duas, uma: ou aquela intervenção não foi no Parlamento Europeu, ou então há outras regras que desconheço…

E com esta dúvida, me despeço.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

22-09-2014




Olá, como estão?

Eu estou bem.
Pelo menos, hoje a minha garganta já não me está a incomodar.
E também já não sinto aquele cansaço inexplicável.
Mas a verdade é que aquela sensação de cansaço toma muitas vezes conta de mim.
E eu não sei porquê.
É de tal maneira que, muitas vezes, chego a sentir-me culpada por me sentir tão cansada.
Nunca vos aconteceu?
Comigo, já.
Muitas e muitas vezes.

Mudando de assunto…

Vocês com certeza que ouviram falar daquela proposta do António José Seguro, para reduzir o n.º de deputados?
Então, é assim: eu realmente acho que devíamos ter menos deputados.
Sim, sendo Portugal um país tão pequeno, 230 deputados é uma enormidade.
Mas… mas, mas…
As coisas têm que ser feitas com cabeça, tronco e membros e não de qualquer maneira.
Assim, parece mesmo uma coisa feita à pressa, em cima do joelho.
Sabem o que isto me lembra?
O referendo sobre a regionalização.
Lembram-se?
Acho que o António Guterres ainda era Primeiro-Ministro.
Nesse referendo abstive-me, mas se tivesse ido votar, votava contra.
Não por ser contra a regionalização.
Não, nada disso.
Mas era contra aquela regionalização.
Percebem?
É que parecia mesmo uma coisa feita assim… “às 3 pancadas”.
Então, à altura do referendo, ainda não se sabia qual ia ser a capital da região onde habito: se Santarém, se Leiria.
Ora, isto fazia algum sentido?... Como é que as pessoas, pelos menos as da minha região, podiam, em consciência, tomar uma decisão, quando ainda não estavam na posse da informação completa?
Eu, e falo só por mim, sabia que não podia.
E não o fiz.

Mas nos outros 2 referendos que houve, ambos sobre o aborto, eu não me abstive.
Votei e das duas vezes votei sim, ou seja, a favor do aborto.
Porque eu acho que a mulher deve ter o direito à escolha.
Um amigo meu costumava dizer que a mulher devia ter o direito de escolher sozinha, pois o corpo era dela.
Eu, aqui, discordava um pouco: quer dizer, o corpo é dela, da mulher, é verdade, mas ela não engravida sozinha. Portanto, na minha opinião, o pai também deve ter algo a dizer sobre o assunto.
Excepto, claro está, em casos de violações e outros crimes.

Bom, por hoje é tudo.
Despeço-me.

domingo, 21 de setembro de 2014

21-09-2014




Olá, novamente.

Como estão?

Eu… continuo muito cansada e com a garganta a incomodar-me.
Devo estar a “chocar” alguma.
E o pior é que, no meu caso, os períodos de convalescença são sempre muito looooongos…
Mas o que é que eu posso fazer?...
Nada…
Excepto aguentar-me à bronca, pois claro…

Por tudo isto, hoje vou ser breve.
Mas não faço a mínima ideia do que vou falar…
É que, sabem, não gosto de falar por falar.
Só gosto de falar quando tenho alguma coisa para dizer.
Caso contrário, prefiro ficar calada.

Olhem, vou ler-vos um poema, da minha autoria, que foi publicado na Antologia de Poesia Contemporânea “Entre o sono e o sonho”, volume V, da responsabilidade da Chiado Editora (2014).
O poema chama-se “Despedida”

“Ela chorava,
com lágrimas que teimavam em jorrar dos seus olhos negros,
dois lagos revoltos em dia de tempestade.
Ele não,
pois um homem nunca chorava;
apenas olhava, nem ele sabia para onde.
Era o fim,
e ambos o sabiam.
O remate final,
que tanto se tinham esforçado por adiar.
O temido adeus,
sem qualquer hipótese de regresso.
Não havia necessidade de palavras,
não eram precisas.
O que havia, tinha acabado.
E cada um seguiu o seu caminho:
ela a chorar,
ele a olhar…”

E pronto!
Por hoje, despeço-me.
Até à próxima!