terça-feira, 23 de dezembro de 2014

23-12-2014





Olá, como estão?


Hoje, como estamos na quadra do Natal, época da boa-vontade e de dar e receber, volto a chamar a V/ atenção para a APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias (http://www.apahe.pt.vu) e para o trabalho meritório que desenvolve.


Para isso, apresento dois pequenos filmes.









Até uma próxima oportunidade.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

22-12-2014





Olá, como estão?


Eu cá vou andando, com as minhas dores, cantando muito bem calada…


Olhando para a dita actualidade, há uma coisa que sempre me fez, faz, e vai continuar a fazer muita confusão: se o José Sócrates está preso, como é possível o Ricardo Salgado, que é acusado de ter feito muito pior, estar cá fora?
Por estas e por outras, sou obrigada a acreditar quando os defensores de José Sócrates dizem que ele só está preso por ser quem é, que a prisão dele tem motivações políticas.


A privatização da TAP.
Sou contra.
Só não sei se a greve será a melhor maneira de os trabalhadores manifestarem o seu desacordo com a privatização…
Mas isto sou só eu.
Os trabalhadores é que, melhor que ninguém, sabem o que já têm feito.
Se partiram para a greve, eles lá sabem, mas se calhar é porque se sentiam encurralados e que esta era a única maneira de se fazerem ouvir.
Mas uma coisa digo: com a requisição civil, o Governo está a reconhecer a importância estratégica da TAP.
Ora, se a empresa tem assim tanta importância (e tem!), como é possível o Governo querer privatizá-la?


O fim do embargo dos EUA a Cuba.
Até que enfim!
Gostei muito do discurso do Obama, quando ele reconheceu que o embargo não estava a resultar.
Custou, mas foi.
Demorou tempo (MUUUUUUUUUUUUUUUUUITO tempo…), mas finalmente chegou.
A César o que é de César: o homem, o Obama, teve coragem.
Claro que já se levantaram muitas vozes contra, mas sabem o que eu digo a esses?
Digo que são uns HIPÓCRITAS – os EUA têm relações diplomáticas com ladrões e assassinos muito piores, mas contra esses nem um pio!
Mas sabem o que me tirou mesmo do sério?
Ver os cubanos radicados nos EUA a manifestarem-se contra o fim do embargo.
Sério???
Se queriam tanto a democracia, porque é que não ficaram lá, em Cuba, a lutarem pela democracia?
Portugal foi uma ditadura durante 48 anos.
E tiveram que ser os próprios portugueses a lutarem e a porem um fim à ditadura.


E com esta nota, me despeço.



quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

18-12-2014





Olá, como estão?


Eu, estou PÉÉÉSSIMA…
Estou toda dorida, contraída, encolhida, sei lá que mais.
Sabem uma coisa?
Tenho que começar a fazer como os ursos e companhia limitada: hibernar.


Por um lado eu gosto do frio, mas por outro…
Ainda se o frio compensasse o mal que faz pelo bem que sabe…
Mas nem isso!
(Pelo menos, não a mim…)


Eu tenho andado de tal maneira, que nem tenho ligado à actualidade e ao que se passa à minha volta.


Mas agora estou a prestar mais atenção a um projecto literário internacional da BabelFAmily (http://www.babelfamily.org). do qual fiz parte, como uma das co-autoras: “O legado de Marie Schlau”, um romance cujas receitas obtidas com a venda revertem, na totalidade, para a investigação de um tratamento e/ou cura para a ataxia de Friedreich.

O livro já está disponível em espanhol e de momento está-se a trabalhar na versão em inglês.





E já só falta menos de uma semana para o Natal…


Só para terminar, deixo-vos uma frase sobre a amizade, de Aristóteles:
“A amizade é uma alma com dois corpos”


Até uma próxima oportunidade.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

17-12-2014





Olá, como estão?


Eu, estou cansadíssima.
E cheia de dores.
O frio dá cabo de mim…
Mas só tenho uma coisa a fazer: aguentar-me à bronca.
E manter-me quente.
Não é á toa que se diz que o que não tem remédio, remediado está.


Mas (e agora estou a dirigir-me especialmente àqueles que, como eu, são atáxicos) apesar de tudo, ou mesmo por causa disso, nunca sentiram vontade de desistir?
Levantar as mãos para o alto e pensar “que se lixe”?
Esta é uma doença progressiva. E cruel. Que lenta e inexoravelmente, nos vai roubando a nossa capacidade de andar, de coordenar os movimentos, falar, até comer. Que despe a nossa alma e estilhaça a nossa dignidade. Mas cuja suprema perversidade, é não atingir o sistema cognitivo. Ou seja, sabemos e temos consciência do que nos está a acontecer. Sempre.
Então, para quê encetar duras batalhas diárias por dá cá aquela palha, quando eu já sei que esta é uma guerra perdida, logo à partida?
Posso adiar a minha derrota final, mas isso é tudo o que eu consigo fazer.
E será que vale a pena?
Será que o meu cansaço, físico e moral, é compensado pelas pequenas vitórias que eu possa alcançar nas minhas constantes batalhas diárias?
Também.
Mas o que mais me faz continuar, confesso, também é outra coisa.
É que, estão a ver, para mim desistir é sinónimo de perder.
E eu detesto perder.
Para mim, perder, nem a feijões!


E isto leva-me a outro assunto.
Por vezes, deixo de tentar de fazer uma coisa.
Mas não estou a desistir.
Estou antes a escolher as minhas batalhas.
Já fui acusada de estar a desistir.
E ao princípio ainda tinha a preocupação de tentar explicar que não se tratava de nada disso.
Mas agora, confesso, já não.
Disso sim, assumo, que desisti.
Muitas e muitas vezes senti que estava a falar para uma parede.
Senti que estava a desperdiçar o meu tempo e o meu latim, por assim dizer.
E deixei-me disso.
Porque das duas, uma: ou realmente não percebem, ou não querem perceber.
Então, agora deixo-as pensarem o que quiserem.
Se isso as faz felizes…


Deixo agora aqui um poema, “Presságio” de Pedro Homem de Mello, de que gosto muito:

Presságio
Ela há-de vir como um punhal silente 
Cravar-se para sempre no meu peito. 
Podem os deuses rir na hora presente 
Que ela há-de vir como um punhal direito. 
Cubram-me lutos, sordidez e chagas! 
Também rubis das minhas mãos morenas! 
Rasguem-se os véus do leito em que me afagas! 
— A coroa de ferro é cinza apenas... 
E ela há-de vir a lepra que receio 
E cuja sombra, aos poucos me consome. 
Ela há-de vir, maior que a sede e a fome, 
Ela há-de vir, a dor que ainda não veio. 

Pedro Homem de Mello, in "Príncipe Perfeito" 


Bom, acho que, por agora, é tudo…
Até uma próxima oportunidade.


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

08-12-2014





Olá, como estão?


Não, hoje ainda não há vídeo.
Como hoje se assinala o dia da Nossa Senhora da Conceição, Padroeira de Portugal, há uma imagem alusiva a isso mesmo.


Eu tive a sorte de já ter estado, há já muito tempo, no Santuário da Nossa Senhora da Conceição, em Vila Viçosa, também conhecido por Solar da Padroeira, onde, em 25 de Março de 1646, o rei D. João IV proclamou-a Padroeira de Portugal (Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Santu%C3%A1rio_de_Nossa_Senhora_da_Concei%C3%A7%C3%A3o_de_Vila_Vi%C3%A7osa).


Não é por nada, mas não achei de muito bom gosto aquele anúncio prévio do António Costa, em como vai visitar o José Sócrates.
Se eles são amigos, é apenas normal que o visite.
O que eu já tenho alguma dificuldade em perceber, é a necessidade que o António Costa sentiu em anunciar essa visita.
Mas é como eu sempre digo: isto não é para perceber. É para se ir percebendo…


Por falar em amizade, há quem defenda aquela velha máxima de que é nas horas difíceis que se vêm os verdadeiros amigos.
Se querer ofender esses subscritores, eu não defendo totalmente essa ideia.
É verdade que é nas horas difíceis que também se vêm os verdadeiros amigos, mas não é só.
Eu diria que é antes todos os dias.
Aquela palavra, aquele gesto… que nos aquece por dentro e afaga a alma.
Aí, aí, é que também se vêm os verdadeiros amigos.
Não é só nas horas difíceis.


Termino com um poema de Alexandre O’Neill:

Amigo

Mal nos conhecemos 
Inaugurámos a palavra «amigo». 

«Amigo» é um sorriso 
De boca em boca, 
Um olhar bem limpo, 
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece, 
Um coração pronto a pulsar 
Na nossa mão! 

«Amigo» (recordam-se, vocês aí, 
Escrupulosos detritos?) 
«Amigo» é o contrário de inimigo! 

«Amigo» é o erro corrigido, 
Não o erro perseguido, explorado, 
É a verdade partilhada, praticada. 

«Amigo» é a solidão derrotada! 

«Amigo» é uma grande tarefa, 
Um trabalho sem fim, 
Um espaço útil, um tempo fértil, 
«Amigo» vai ser, é já uma grande festa! 

Alexandre O'Neill, in 'No Reino da Dinamarca'

(poema retirado da página da Internet http://www.citador.pt/poemas/amigo-alexandre-oneill)


E é com esta nota, que me despeço.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

04-12-2014





Olá, como estão?


Hoje também ainda não há vídeo.
Há antes outra imagem alusiva ao Natal.


E por falar em Natal…
Claro está que falar em prendas era inevitável.
E lembro-me sempre daquelas pessoas que só dão dinheiro.
Eu, confesso que não sou adepta.
Quer dizer, eu reconheço a funcionalidade da coisa: assim, o destinatário pode gastar o dinheiro como bem quiser ou, antes pelo contrário, comprar o que mais lhe faz falta.
Mesmo assim.
No meu entender, quando estou a presentear alguém, estou também a dar algo de mim.
E estou a mostrar o meu interesse nessa pessoa, a minha vontade e o meu esforço em conhece-lo/a.
Dar dinheiro, para mim, é frio, impessoal.
E preguiçoso.


Está bem, podem-me chamar de forreta.
Se isso vos faz felizes…


Só há uma situação onde eu admito dar dinheiro: em casamentos.


Não estou a ser coerente?
Não há problema.
Não é para os outros que tenho que ser coerente: é antes para mim.


Antes de me ir embora, faço questão de aqui vos deixar outro poema de Fernando Pessoa:

Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.

27/11/1930

(poema retirado da página da Internet http://www.releituras.com/fpessoa_psicografia.asp)


Até uma próxima oportunidade.








segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

01-12-2014




Olá, como estão?


Hoje ainda não há vídeo.
Há antes uma imagem que tem muito a ver comigo, pois sou do signo Carneiro.


Ontem estiver a ver, no Facebook, um vídeo sobre a promiscuidade entre os deputados da Assembleia da República (alguns, não todos… mas os suficientes para desacreditar todo o sistema…) e os interesses privados, levando a uma maior permeabilidade à corrupção.
Cá para mim, isto é fácil de resolver.
Como?!
Simples!
E-X-C-L-U-S-I-V-I-D-A-D-E.
Pois é, durante o tempo da legislatura para o qual foram eleitos, os deputados só podiam fazer isso mesmo: ser deputados.
E quem diz deputados, diz ministros, secretários de estado, alguns autarcas (os que estão a tempo inteiro)… vocês estão a perceber a ideia…
Cortava-se logo o mal pela raiz.
Há quem não goste?
Têm bom remédio: ponham à borda do prato.
A mim, sempre me ensinaram: quem está mal, que se mude.
Então…
Estão mal?... Mudem-se!...


Eu sei que ainda falta um mês para o fim do ano, mas já sei qual vai ser a minha resolução para o ano novo.
Vou olhar mais para e por mim.
Eu explico: eu tenho o costume, mania, chamem-lhe o que quiserem, de quando eu abraço, por assim dizer, uma causa, eu pensar e agir quase só em prol dela.
Eu visto mesmo essa camisola.
A ponto de a minha pessoa e as minhas necessidades ficarem relegadas para 2.º plano.
Não sei se isto é defeito ou virtude (vocês mo dirão), mas a verdade e que eu quase me esqueço de mim.
Não é que eu me esteja a queixar: até porque se há alguém que tem a culpa, esse alguém sou eu.
Mas a partir do dia 01 de Janeiro de 2015, outro galo cantará.
Tem mesmo que ser.
Por favor, entendam-me: eu não estou a dizer que vou virar as costas a tudo com o que já me comprometi antes.
Porque eu vou continuar a ajudar.
Apenas vai ser só e quando eu puder.
Porque eu só vou poder ajudar de forma mais eficiente, se eu própria estiver bem.
Tão simples quanto isso.



Se eu pudesse fazer uma pergunta a uma chamada celebridade, eu escolheria Jonathan Demme (realizador).
Porque, se a minha memória não me atraiçoa, no seu filme de 1988 “Married to the Mob”, em português “Viúva… Mas não muito”, com Michelle Pfeiffer e Matthew Modine, entre outros, já no final do filme, depois dos genéricos finais aparece a frase “A luta continua”. Assim mesmo, em português.
E a minha pergunta seria: porquê essa frase? E porquê em português?


E com isto, me despeço.
Até uma próxima oportunidade.