sábado, 28 de fevereiro de 2015

28-02-2015




Olá, como estão?


Hoje assinala-se, um pouco por todo o mundo, o Dia Internacional das Doenças Raras.

Como pessoa rara que sou (eheh… para o bem e para o mal…), a seguir deixo-vos com o vídeo oficial para este ano.


Espero que gostem – eu sei que gostei.






Até à próxima oportunidade!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

27-02-2015





Olá, como estão?
Eu… mais ou menos.
Ando aqui às voltas com um problemazito de saúde.
Nada de grave, mas mesmo assim, tenho que ter cuidado.
As minhas convalescenças são sempre assim: demoradas e complicadas.


Na minha última entrada aqui, falei de fé, de uma fé que eu não tinha.
E é verdade: eu não tenho essa fé… cega.
Não a sinto, não toma conta de mim.
Mas isso não quer dizer que eu não acredite.
Porque eu acredito.
Só não sei em quem… ou quê.
Acredito que alguém vela por nós.

Fui educada no seio da religião católica.
Fui baptizada, fiz a 1.ª Comunhão e fui crismada (para quem não sabe, o Crisma é uma confirmação do Baptismo).
E enquanto me senti bem e reconfortada, como fazendo parte de algo maior, não houve problema.
Só que esse reconforto ia passando a desconforto, à medida que me apercebia das diferenças radicais entre o que eu defendia e o que a Igreja defendia.
Como o tal desconforto ia crescendo, apoderando-se cada vez mais de mim, chegou a um ponto em que o mesmo se tornou insuportável.
E abandonei a Igreja.

Abandonei-a, mas não lhe virei costas.
Nem a Deus. Muito menos a Deus.
Eu ainda rezo todas as noites.
Digo uma pequena oração, mas feita por mim, com palavras minhas.
Não gosto de rezar com as palavras dos outros.

Se calhar, acredito mesmo em Deus.


E com estas palavras, me despeço.
Até uma próxima oportunidade.



domingo, 22 de fevereiro de 2015

22-02-2015





Olá, como estão?
Eu, hoje, não estou bem.
Nada bem.
Para dizer a verdade, eu hoje sinto-me a chafurdar na, com o perdão da palavra, merda.
Conhecem a sensação?


Não sei o que se passa comigo, mas sinto-me à beira de um abismo medonho e sem fundo.
No limiar da minha sanidade mental.
E com vontade de chorar.
Isto dá comigo em doida.

Ao mesmo tempo, sinto-me cansada, tão cansada…
E farta.
Farta de me tentar fazer ouvir, farta de explicar, farta de me sentir acusada (numas coisas) e ignorada (noutras coisas)… Estou farta!!!

Verbo de encher.
Figura de corpo, por vezes presente, muitas vezes ausente.
Acho que é assim que me sinto.

Nem eu sei bem…
Mas pode ser que isto seja só uma fase…

Mas sabem, é nestas alturas que me questiono: porquê eu?
Porque é que eu tinha que ter esta doença, que me torna tão dependente de terceiros?
E peço-vos, não me digam que foi a vontade de Deus, que Ele só dá a cada um aquilo que sabe que a pessoa consegue suportar.
Eu não acredito nisso.
A ser assim, ninguém se matava. Não havia suicídios.
Portanto, sem querer parecer blasfema ou desrespeitar as crenças de quem quer que seja, peço-vos, não me venham com essas conversas.

Respeito quem acredita, mas eu não tenho essa fé.
Provavelmente, com essa fé, seria tudo bem mais fácil de suportar…
Mas a verdade é que não a tenho.
E recuso-me a fingir que a tenho.


E é nesta nota que me despeço.



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

17-02-2015




Olá, como estão?


Hoje é dia de Carnaval…
E querem saber um segredo?
Não digam a ninguém, mas… eu DETESTO o Carnaval.

Não tenho nada contra quem a aprecie e goste de brincar ao Carnaval, desde que não me chateiem.
Por favor, respeitem a minha vontade.
Obrigado.

Não só nunca fui muito foliona, como mascarada já eu ando todos os dias.

Mas sabem o que me tira mesmo do sério, nesta altura do ano?
A constante e irritante mania de imitar os brasileiros.
Fico fora de mim.

Eu sei que posso estar a ser muito mesquinha, mas é por essas e por outras que eu ando sempre a desejar que no dia de Carnaval esteja um frio de rachar.
Que é para que todos aqueles que têm a mania de imitar os brasileiros apanhem uma valente pneumonia.
E depois não se queixem…
Será que essas almas iluminadas não percebem que no outro lado do Atlântico é Verão?...
Cá é Inverno.
Como eu oiço dizer… DAHH!!!

Se querem mesmo imitar, imitem um Carnaval que está mais próximo das nossas condições climatéricas.
Olhem, por exemplo, imitem o Carnaval de Veneza, que tem muito mais beleza e mistério.

Sabem o que digo?
Bem fazem os de Torres Vedras – não há cá imitações para ninguém.
Não é à toa que se intitulam como “O Carnaval mais português de Portugal”.


E é nesta nota que me despeço.
Até à próxima.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

11-02-2015




Olá, como estão?


Há já algum tempo que não passava por aqui…


Não que sirva de desculpa, mas o frio não me tem dado tréguas:
E como atáxica, pior é.
Pelo menos, comigo.
Fico com os músculos totalmente contraídos, tesos que nem um carapau.
Firmes e hirtos como uma barra de ferro (lembram-se?... Como era mesmo o nome da personagem?... Prof. Alexandrino, ou coisa que o valha…).
Então, no Domingo a coisa esteve de tal maneira, que os meus dedos nem conseguiam segurar a colher, ao almoço…


Mas as coisas são como são.
E o que não tem remédio, remediado está.


Agora…
Já alguma vez se sentiram pequeninos, muito pequeninos, microscópicos até, praticamente invisíveis?
Eu já.
Muita e muita vez.
Ultimamente, então, tem sido por demais.
É praticamente todos os dias.

E depois, parece mesmo de propósito, quando nós nos sentimos assim, na mó de baixo, é que somos assaltados e invadidos pelas nossas memórias mais tristes, qual intruso indesejado.
Por mais pequenas e ínfimas que sejam.
Podem até ter passado quase desapercebidas na altura, mas não interessa.
Quando estamos na lama, tudo volta, com uma clareza surpreendente.
Tudo é reavivado.
E amplificado.
“Eu, verdade seja dita, não me lembro de me ter sentido tão mal na altura, mas agora…”
Com vocês, isto não acontece?
Comigo, sim.

Lembro-me de três situações, muito específicas.
Numa, eu já tinha desequilíbrios, mas ainda andava sem ajuda.
Era uma manhã cedo, em Santarém. Não me lembro do dia de semana, mas lembro-me que o tempo estava nublado, a prometer chuva, e da roupa que vestia: saia de fazenda pregueada azul escura, blusa branca, casaco de malha azul escuro e gravata em tons de azul.
Ia para o trabalho, mas como ainda era cedo, fui ver as montras, para fazer tempo.
No centro da cidade, ao pé da montra do “Ponto Negro” (nem sei se esta loja aina existe…), tenho um daqueles meus desequilíbrios: abano, mas não caio.
Imediatamente, ouço uns risinhos de troça atrás de mim. Dois rapazinhos que passavam. “Aquela já vai bêbada, a esta hora da manhã”.
Eu fiz o que podia fazer: ignorar (?) e seguir em frente(!).

Também me lembro de quando fui ver a peça de teatro “Macbeth”, de Shakespeare, ao Cartaxo.
Eu já andava em cadeira de rodas, mas queria mesmo muito ver esta peça, pois gosto muito de Shakespeare e “Macbeth” é, como um todo, a minha peça de teatro preferida.
(A título de curiosidade, acrescento que a minha personagem masculina preferida, de Shakespeare, é Shylock, de “O mercador de Veneza” e a personagem feminina è Hélène, de “Bem está o que bem acaba”.)
Como o Centro Cultural do Cartaxo, onde a peça estava em cena, tinha as condições de acessibilidade necessárias, pensei que podia ir.
Depois de arranjar quem fosse comigo, lá fui ver a peça de teatro.
E… adorei.
Mas já a pessoa que me acompanhou… detestou.
Até aí, tudo bem: a pessoa tinha todo o direito de não gostar da peça.
Mas daí a gozar abertamente, praticamente a rebaixar…
Não vou mentir, aquilo doeu. Muito.
Sei que a intenção da pessoa não seria essa, mas a verdade é que me senti praticamente sem o mínimo direito de gostar, pensar ou sentir.
Espezinhada, fui assim que me senti.

Ou então daquela vez, em criança.
Era recreio, na escola, e estava a brincar com uns colegas.
Alguém propõe jogarmos “às escondidas” (ou seria “à apanhada”?...), quando um dos meus colegas vira-se para mim e diz: “A Fátinha não joga”.
Vocês não imaginam como aquilo doeu...
Como uma ferroada insuportável.

É…
Por muito que eu tente evitar, é sempre nestas alturas que estas memórias voltam.
Com uma força assustadora.
  
E então, ergo muros e uso uma máscara.
Para me proteger.
Mas esta máscara… muitas e muitas vezes tem um efeito totalmente antagónico ao que é suposto ter: em vez de libertar, aprisiona.
Com grilhetas de aço.


Uma última palavra para falar da actualidade internacional, nomeadamente da Grécia.
Eu sou total e completamente ignorante no que toca a economia, mas quer-me cá parecer que as pretensões da Grécia são, no mínimo, lógicas.
Pagar o que devem, sim, mas conforme podem.
Ou seja, querem o mesmo tipo de acordo que foi feito com a Alemanha, depois da 2ª Guerra Mundial.
E os alemães, logo eles, estão contra?!
Tenham vergonha!!!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

26-01-2015




Olá, como estão?


Fez ontem precisamente 30 anos.
Como o tempo passa…
Parece mesmo que foi ontem.

Dia: 25 de Janeiro de 1985, Sexta-feira
Local: Escola Secundária do Cartaxo
Período: tarde (16h00, aproximadamente)
Acontecimento: Explosão de gás

Esse foi um dia que ficou gravado dentro de mim a ferro e fogo.

E antes que me perguntem, eu digo: não, eu não estava lá.
Apesar de estudar nessa escola: frequentava o 9.º A, na área de Saúde.
Foi o meu 1.º ano nessa escola.

Comecei os meus estudos no Vale de Santarém, na Escola Primária Aristides Graça.
O ensino preparatório (actuais 5.º e 6.º ano), fi-lo na Escola Preparatória Sá da Bandeira (antigo Colégio Andaluz, actual Instituto Politécnico de Santarém), em Santarém.
Para frequentar o ensino secundário, transitei para a Escola Secundária de Marvila (antiga Escola Comercial, actual Escola Secundária Dr. Ginestal Machado), também em Santarém.
Como, ao transitar para o 9.º ano, tinha que escolher uma área de estudo, escolhi Saúde.
Friso aqui que esta escolha não era definitiva. A escolha da área de estudos só se tornava definitiva ao transitar para o 10.º ano. Ora, como eu já sabia muito bem o que queria (a área de Humanísticas) e como essa área não havia no 9.º ano (só a partir do 10.º ano), escolhi, de entre as áreas possíveis, a que me pareceu mais interessante: Saúde.
Como, na escola onde estudava, não havia essa área, pedi transferência para a Escola Secundária Sá da Bandeira (antigo Liceu Sá da Bandeira), ainda em Santarém.
Mas na altura (em 1984) havia, ironia das ironias, sobrelotação das escolas – alunos a mais para escolas a menos…
Como tal, o meu processo de inscrição foi transferido para outra escola que tinha a área que eu pretendia, perto da minha área de residência.
A Escola Secundária do Cartaxo.
Até que me integrei depressa e bem.
No dia fatídico, estava numa visita de estudo a Mafra e Sintra – mas mesmo que não tivesse, não estaria na escola, pois à Sexta-feira de tarde não tinha aulas. Mas a outra turma que também foi na visita de estudo, o 9.º B igualmente da área de Saúde, estaria a ter aulas na sala imediatamente ao lado da sala onde se deu a explosão.
Durante toda a visita de estudo choveu torrencialmente e ainda hoje me pergunto: saímos todos vivos da experiência, não foi?
A serra de Sintra foi subida, a pé (!), debaixo de uma chuva… diluviana!
Houve quem se metesse por outros atalhos e caminhos e até houve quem se perdesse.
Mas todos, de uma forma ou de outra, regressámos ao autocarro, sãos e salvos.
Já muito depois da hora marcada, chegámos, finalmente, ao Cartaxo – exaustos e molhados, mas felizes por estarmos vivos.
Ainda me lembro dos olhares dos outros alunos presentes na Rodoviária, quando nos viram chegar: um olhar estranho, ausente.
E foi quando soubemos. Aliás, a primeira coisa que nos disseram, foi: “Houve uma explosão na escola e a professora Dália ficou muito mal.”
Não nos souberam dizer mais nada.
Como o autocarro ia para Santarém, pedi ao motorista se me podia deixar no Vale, que ficava em caminho.
Ele assim fez.
Depois de sair do autocarro, quando já estava mesmo a chegar a casa, encontro o meu pai, que já se preparava para ir ao Cartaxo, ver a razão da minha acentuada demora.
“Já soubeste?”, foi tudo o que lhe consegui dizer.
“É claro que já sei.”
Só depois soube da verdadeira dimensão do sucedido. E da razão: uma fuga de gás.
Lembro-me de ter ficado incrédula. E de me recusar a acreditar. Apesar de saber que era verdade.
Passei o fim-de-semana meio anestesiada, a pensar que só podia estar presa num pesadelo.
Só consegui finalmente acreditar quando, na Segunda-feira seguinte, me desloquei à escola e vi polícias a impedirem a entrada. Ninguém soube transmitir informações. Também vi, com os meus próprios olhos, a sala de aulas onde tinha acontecido, pois a sala era visível da rua. A memória que eu tenho da sala é que as paredes estavam cobertas de negrume e as janelas destruídas.
Nos dias imediatamente a seguir, vieram a falecer dois alunos (uma rapariga e um rapaz), em consequência da explosão. Isto, claro está, sem falar daqueles que ficaram marcados para a vida: física e/ou psicologicamente.
Fiquei muito enraivecida com o aproveitamento político da questão, da parte de todos os quadrantes políticos. Com ou sem razão, achei todo aquele circo uma autêntica vergonha, uma verdadeira falta de respeito.
O meu pai, quando soube da explosão, lembrou-se logo que eu não estava na escola. Mas o pai de uma amiga minha que também foi na visita de estudo (era aluna da outra turma), foi logo para a escola. Só depois se lembrou que a filha estava numa visita de estudo.
Uma tia minha, ao saber do sucedido, quis ir logo à minha casa perguntar à minha mãe por mim. Mas teve tanto medo de a minha mãe ainda não saber da explosão, que por várias vezes deu a volta à vizinhança, só para ganhar coragem.
Com a escola encerrada, várias hipóteses foram colocadas, para o resto do ano lectivo. Uma dessas hipóteses consistia em distribuir os alunos pelas escolas secundárias vizinhas, pelo resto do ano lectivo. Outra consistia em a escola permanecer encerrada para reparações e investigações, reiniciando o mesmo ano escolar, no ano a seguir.
Mas, mais ou menos um mês depois da explosão, a escola reabriu. Apenas a área afectada permanecia isolada, sendo só reaberta no ano a seguir.
Ao que julgo saber, somente em 2003 (18 anos depois!) é que a explosão de gás foi considerada um acidente.


E o Syriza ganhou as eleições na Grécia…
É muito bem feito para todos aqueles que diziam que uma vitória do Syriza ia ser mau para o país.
Só porque é contra a austeridade???
Os gregos é que lhes mostraram: no país deles, mandam eles.
E adorei o primeiro acto oficial do novo Primeiro-Ministro: uma homenagem ás vítimas da perseguição nazi.
Para bom entendedor…


Até uma próxima oportunidade.




quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

21-01-2015




Olá,


No seguimento da publicação de 14/01/2015, aqui mesmo neste blogue, informo que ainda não há qualquer previsão para a tradução para português (de Portugal).
Tal deve-se à falta de tradutores voluntários de espanhol para português (de Portugal).
Se achas que podes e queres embarcar nesta aventura, na qualidade de tradutor voluntário de espanhol para português (de Portugal) e ajudar o livro “O legado de Marie Schlau” a tornar-se uma realidade, entra em contato com olegado4@gmail.com.


Até uma próxima oportunidade.