sexta-feira, 13 de março de 2015

13-03-2015




Olá, como estão?


Hoje é Sexta-feira, dia 13.
É popularmente considerado como um dia de azar.

A superstição foi relatada em diversas culturas, que remontam a muito antes de Cristo.
O número 13 tem sido mal interpretado desde há muito tempo.
Em algumas culturas ele pode ter sido considerado número de sorte. Não há nenhuma evidência de que o 13 tenha sido considerado um número de azar pelas culturas antigas. Pelo contrário, muitos povos o consideravam um número sagrado. Para os egípcios, a vida era composta por 12 diferentes estágios para que o ser humano alcance o 13.º, que era a vida eterna. Dessa forma, o número 13 foi assimilado com a morte, mas não com uma conotação negativa, mas como uma gloriosa transformação. Essa ligação com a morte permaneceu e foi distorcida por outras culturas que nutriam o medo da morte e não a viam como algo presente no destino de qualquer vida.
Alguns historiadores culpam a desconfiança dos cristãos com as sextas-feiras em oposição geral às religiões pagãs. A sexta-feira recebeu seu nome em inglês em homenagem a Friga, a deusa nórdica do amor e do sexo. Essa forte figura feminina, de acordo com os historiadores, representava uma ameaça ao cristianismo, que era dominado por homens. Para combater sua influência, a igreja cristã a caracterizou como uma bruxa, difamando o dia que a homenageava. Essa caracterização também pode ter tido um papel no medo do número 13. Foi dito que Friga se uniria a uma convenção de bruxas, normalmente um grupo de 12, totalizando 13. Uma tradição cristã semelhante considera o 13 amaldiçoado por significar a reunião de 12 bruxas e o diabo. 
O calendário antigo representava o calendário lunar, possuindo 13 meses de 28 dias. Mas este número foi completamente renegado pelos sacerdotes das primeiras religiões patriarcais por representar o feminino nas culturas pré-históricas, já que refletia o ciclo menstrual das mulheres. Foi, então, alterado pelo Papa Gregório XIII para 12 meses, evitando que se continuasse cultuando a mulher como sagrada.
A evidência de que as culturas primitivas reverenciavam o 13 pode ser constatada por meio de vários vestígios arqueológicos, como a Vênus de Laussel, uma estatueta com mais de 27 mil anos encontrada na França, que carrega em suas mãos um chifre em forma de crescente lunar com 13 chanfros.
Existem também histórias que remontam à mitologia nórdica. Na primeira delas, conta-se que houve um banquete e 12 deuses foram convidados. Loki, espírito do mal e da discórdia, apareceu sem ser chamado e armou uma briga que terminou com a morte de Balder, o favorito dos deuses. Há também quem acredite que convidar 13 pessoas para um jantar é uma desgraça, simplesmente porque os conjuntos de mesa são constituídos, regra geral, por 12 copos, 12 talheres e 12 pratos. 
Segundo outra versão, a deusa do amor e da beleza era Friga (que deu origem a frigadag, sexta-feira). Quando as tribos nórdicas e alemãs se converteram ao cristianismo, Friga foi transformada em bruxa. Como vingança, ela passou a se reunir todas as sextas com outras 11 bruxas e o demónio, os 13 ficavam rogando pragas aos humanos. Da Escandinávia a superstição espalhou-se pela Europa.
Com relação à sexta-feira, diversas culturas a consideram como dia de mau agouro:
Alguns investigadores relatam que o grande dilúvio aconteceu na sexta-feira.
A morte de Cristo aconteceu numa sexta-feira conhecida como Sexta-feira de Paixão.
Marinheiros ingleses não gostam de zarpar seus navios à sexta-feira.
No cristianismo é relatado um evento de má sorte a 13 de Outubro de 1307, Sexta-feira, quando a Ordem dos Templários foi declarada ilegal pelo rei Filipe IV de França. Os seus membros foram presos simultaneamente em todo o país e alguns torturados e, mais tarde, executados por heresia.
Outra possibilidade para esta crença está presente na ideia de que Jesus Cristo foi morto numa sexta-feira 13, embora o dia provavelmente tenha sido 1º de abril. Uma vez que a Páscoa judaica é celebrada no dia 14 do mês de Nissan (primeiro mês do calendário judaico), este tendo sido o dia da morte de Jesus Cristo de acordo com o calendário hebraico, a morte de Jesus varia de acordo com esse calendário podendo variar de ano e ano sempre estando entre os meses de Março ou Abril.
Recorde-se ainda que na Santa Ceia sentaram-se à mesa treze pessoas, sendo que duas delas, Jesus e Judas Iscariotes, apesar do último não ter participado de toda a celebração, morreram em seguida, por mortes trágicas. Jesus executado no madeiro e Judas por suicídio. O número 13 costumava ser considerado uma ligação com Deus, daí a quantidade de membros presentes na Santa Ceia.
Note-se também que, no Tarot, a carta de número 13 representa a Morte.


E é com esta pequena lição de história, que me despeço.
Até uma próxima oportunidade.



quarta-feira, 4 de março de 2015

04-03-2015




Olá, como estão?


Adivinharam.
Hoje vou falar um pouco do assunto do momento – a dívida (que entretanto já foi liquidada) de Pedro Passos Coelho, o 1.º PM que os portugueses tiveram a infelicidade de escolher, à Segurança Social.
Quando foi descoberta a marosca, na minha modesta opinião, acho que o PPC (Pedro Passos Coelho) ficava bem melhor na fotografia se simples e humildemente admitisse o erro e dissesse que, sei lá!,  tal tinha-se devido a um lapso infeliz.
Tudo menos as ridículas e patéticas justificações que tentou apresentar.
Julgava que era opcional???!!!...
Só pode ser uma piada… e de muito mau gosto, ainda por cima.
E nem me falem daquela história da carochinha que ele contou em como ninguém lhe dito que a Segurança Social era para pagar.
Eu também fui trabalhadora independente e ninguém me disse nada.
Se eu já sabia que tinha que pagar…
Porque é que eu, enquanto ex-trabalhadora independente, sinto a minha inteligência insultada com toda esta história?...
É claro que o PPC tem sido gozado até mais não nas redes sociais.
Um bom exemplo disso mesmo é a imagem acima.
Também, o que é que o homem esperava?...

Mas sabem o que torna toda esta história pior, mais execrável?
O ministro responsável pela Segurança Social, Pedro Mota Soares, ou lá como a figura se chama, a tentar arranjar desculpas para o erro do PM.
Então, a culpa é dos serviços que não notificaram?...
O homem ganhava mais em ter ficado quieto e calado – perdeu uma óptima oportunidade para isso.


Mudando de assunto.
As acusações do governo grego, em como o governo português tentou boicotar as negociações do governo grego com o Eurogrupo.
Eu acredito que sim.
O governo português não passa de um pobre moço de recados de Merkel (Angela Merkel, Chanceler da Alemanha), Schäuble (Wolfgang Schäuble, Ministro das Finanças da Alemanha) e companhia limitada.
Sou só eu, ou vocês também acham que esta mais que demonstrada subserviência do governo português, mais do que meter nojo, mete dó?
Eu tenho cá a impressão que se o governo alemão mandasse o governo português saltar para dentro dum poço, eles iam alegremente.
Se bem que, neste caso, acho que o governo alemão estaria a fazer-nos um favor…

Mas sabem o que eu penso que está na origem desta, vamos lá, da birra do governo português?
Uma ENORME dor de cotovelo.
Porque o governo grego está a tentar fazer o que o governo português nunca teve a capacidade de fazer: bater o pé e lutar pelos seus cidadãos.


Só para terminar.
Não concordam comigo que é uma grande ironia e uma suprema hipocrisia o PPC andar para aí a tentar pregar que os compromissos são para cumprir, quando ele próprio não os cumpriu, durante anos, perante a Segurança Social?


E com esta me despeço.
Até a uma próxima oportunidade.



sábado, 28 de fevereiro de 2015

28-02-2015




Olá, como estão?


Hoje assinala-se, um pouco por todo o mundo, o Dia Internacional das Doenças Raras.

Como pessoa rara que sou (eheh… para o bem e para o mal…), a seguir deixo-vos com o vídeo oficial para este ano.


Espero que gostem – eu sei que gostei.






Até à próxima oportunidade!

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

27-02-2015





Olá, como estão?
Eu… mais ou menos.
Ando aqui às voltas com um problemazito de saúde.
Nada de grave, mas mesmo assim, tenho que ter cuidado.
As minhas convalescenças são sempre assim: demoradas e complicadas.


Na minha última entrada aqui, falei de fé, de uma fé que eu não tinha.
E é verdade: eu não tenho essa fé… cega.
Não a sinto, não toma conta de mim.
Mas isso não quer dizer que eu não acredite.
Porque eu acredito.
Só não sei em quem… ou quê.
Acredito que alguém vela por nós.

Fui educada no seio da religião católica.
Fui baptizada, fiz a 1.ª Comunhão e fui crismada (para quem não sabe, o Crisma é uma confirmação do Baptismo).
E enquanto me senti bem e reconfortada, como fazendo parte de algo maior, não houve problema.
Só que esse reconforto ia passando a desconforto, à medida que me apercebia das diferenças radicais entre o que eu defendia e o que a Igreja defendia.
Como o tal desconforto ia crescendo, apoderando-se cada vez mais de mim, chegou a um ponto em que o mesmo se tornou insuportável.
E abandonei a Igreja.

Abandonei-a, mas não lhe virei costas.
Nem a Deus. Muito menos a Deus.
Eu ainda rezo todas as noites.
Digo uma pequena oração, mas feita por mim, com palavras minhas.
Não gosto de rezar com as palavras dos outros.

Se calhar, acredito mesmo em Deus.


E com estas palavras, me despeço.
Até uma próxima oportunidade.



domingo, 22 de fevereiro de 2015

22-02-2015





Olá, como estão?
Eu, hoje, não estou bem.
Nada bem.
Para dizer a verdade, eu hoje sinto-me a chafurdar na, com o perdão da palavra, merda.
Conhecem a sensação?


Não sei o que se passa comigo, mas sinto-me à beira de um abismo medonho e sem fundo.
No limiar da minha sanidade mental.
E com vontade de chorar.
Isto dá comigo em doida.

Ao mesmo tempo, sinto-me cansada, tão cansada…
E farta.
Farta de me tentar fazer ouvir, farta de explicar, farta de me sentir acusada (numas coisas) e ignorada (noutras coisas)… Estou farta!!!

Verbo de encher.
Figura de corpo, por vezes presente, muitas vezes ausente.
Acho que é assim que me sinto.

Nem eu sei bem…
Mas pode ser que isto seja só uma fase…

Mas sabem, é nestas alturas que me questiono: porquê eu?
Porque é que eu tinha que ter esta doença, que me torna tão dependente de terceiros?
E peço-vos, não me digam que foi a vontade de Deus, que Ele só dá a cada um aquilo que sabe que a pessoa consegue suportar.
Eu não acredito nisso.
A ser assim, ninguém se matava. Não havia suicídios.
Portanto, sem querer parecer blasfema ou desrespeitar as crenças de quem quer que seja, peço-vos, não me venham com essas conversas.

Respeito quem acredita, mas eu não tenho essa fé.
Provavelmente, com essa fé, seria tudo bem mais fácil de suportar…
Mas a verdade é que não a tenho.
E recuso-me a fingir que a tenho.


E é nesta nota que me despeço.



terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

17-02-2015




Olá, como estão?


Hoje é dia de Carnaval…
E querem saber um segredo?
Não digam a ninguém, mas… eu DETESTO o Carnaval.

Não tenho nada contra quem a aprecie e goste de brincar ao Carnaval, desde que não me chateiem.
Por favor, respeitem a minha vontade.
Obrigado.

Não só nunca fui muito foliona, como mascarada já eu ando todos os dias.

Mas sabem o que me tira mesmo do sério, nesta altura do ano?
A constante e irritante mania de imitar os brasileiros.
Fico fora de mim.

Eu sei que posso estar a ser muito mesquinha, mas é por essas e por outras que eu ando sempre a desejar que no dia de Carnaval esteja um frio de rachar.
Que é para que todos aqueles que têm a mania de imitar os brasileiros apanhem uma valente pneumonia.
E depois não se queixem…
Será que essas almas iluminadas não percebem que no outro lado do Atlântico é Verão?...
Cá é Inverno.
Como eu oiço dizer… DAHH!!!

Se querem mesmo imitar, imitem um Carnaval que está mais próximo das nossas condições climatéricas.
Olhem, por exemplo, imitem o Carnaval de Veneza, que tem muito mais beleza e mistério.

Sabem o que digo?
Bem fazem os de Torres Vedras – não há cá imitações para ninguém.
Não é à toa que se intitulam como “O Carnaval mais português de Portugal”.


E é nesta nota que me despeço.
Até à próxima.



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

11-02-2015




Olá, como estão?


Há já algum tempo que não passava por aqui…


Não que sirva de desculpa, mas o frio não me tem dado tréguas:
E como atáxica, pior é.
Pelo menos, comigo.
Fico com os músculos totalmente contraídos, tesos que nem um carapau.
Firmes e hirtos como uma barra de ferro (lembram-se?... Como era mesmo o nome da personagem?... Prof. Alexandrino, ou coisa que o valha…).
Então, no Domingo a coisa esteve de tal maneira, que os meus dedos nem conseguiam segurar a colher, ao almoço…


Mas as coisas são como são.
E o que não tem remédio, remediado está.


Agora…
Já alguma vez se sentiram pequeninos, muito pequeninos, microscópicos até, praticamente invisíveis?
Eu já.
Muita e muita vez.
Ultimamente, então, tem sido por demais.
É praticamente todos os dias.

E depois, parece mesmo de propósito, quando nós nos sentimos assim, na mó de baixo, é que somos assaltados e invadidos pelas nossas memórias mais tristes, qual intruso indesejado.
Por mais pequenas e ínfimas que sejam.
Podem até ter passado quase desapercebidas na altura, mas não interessa.
Quando estamos na lama, tudo volta, com uma clareza surpreendente.
Tudo é reavivado.
E amplificado.
“Eu, verdade seja dita, não me lembro de me ter sentido tão mal na altura, mas agora…”
Com vocês, isto não acontece?
Comigo, sim.

Lembro-me de três situações, muito específicas.
Numa, eu já tinha desequilíbrios, mas ainda andava sem ajuda.
Era uma manhã cedo, em Santarém. Não me lembro do dia de semana, mas lembro-me que o tempo estava nublado, a prometer chuva, e da roupa que vestia: saia de fazenda pregueada azul escura, blusa branca, casaco de malha azul escuro e gravata em tons de azul.
Ia para o trabalho, mas como ainda era cedo, fui ver as montras, para fazer tempo.
No centro da cidade, ao pé da montra do “Ponto Negro” (nem sei se esta loja aina existe…), tenho um daqueles meus desequilíbrios: abano, mas não caio.
Imediatamente, ouço uns risinhos de troça atrás de mim. Dois rapazinhos que passavam. “Aquela já vai bêbada, a esta hora da manhã”.
Eu fiz o que podia fazer: ignorar (?) e seguir em frente(!).

Também me lembro de quando fui ver a peça de teatro “Macbeth”, de Shakespeare, ao Cartaxo.
Eu já andava em cadeira de rodas, mas queria mesmo muito ver esta peça, pois gosto muito de Shakespeare e “Macbeth” é, como um todo, a minha peça de teatro preferida.
(A título de curiosidade, acrescento que a minha personagem masculina preferida, de Shakespeare, é Shylock, de “O mercador de Veneza” e a personagem feminina è Hélène, de “Bem está o que bem acaba”.)
Como o Centro Cultural do Cartaxo, onde a peça estava em cena, tinha as condições de acessibilidade necessárias, pensei que podia ir.
Depois de arranjar quem fosse comigo, lá fui ver a peça de teatro.
E… adorei.
Mas já a pessoa que me acompanhou… detestou.
Até aí, tudo bem: a pessoa tinha todo o direito de não gostar da peça.
Mas daí a gozar abertamente, praticamente a rebaixar…
Não vou mentir, aquilo doeu. Muito.
Sei que a intenção da pessoa não seria essa, mas a verdade é que me senti praticamente sem o mínimo direito de gostar, pensar ou sentir.
Espezinhada, fui assim que me senti.

Ou então daquela vez, em criança.
Era recreio, na escola, e estava a brincar com uns colegas.
Alguém propõe jogarmos “às escondidas” (ou seria “à apanhada”?...), quando um dos meus colegas vira-se para mim e diz: “A Fátinha não joga”.
Vocês não imaginam como aquilo doeu...
Como uma ferroada insuportável.

É…
Por muito que eu tente evitar, é sempre nestas alturas que estas memórias voltam.
Com uma força assustadora.
  
E então, ergo muros e uso uma máscara.
Para me proteger.
Mas esta máscara… muitas e muitas vezes tem um efeito totalmente antagónico ao que é suposto ter: em vez de libertar, aprisiona.
Com grilhetas de aço.


Uma última palavra para falar da actualidade internacional, nomeadamente da Grécia.
Eu sou total e completamente ignorante no que toca a economia, mas quer-me cá parecer que as pretensões da Grécia são, no mínimo, lógicas.
Pagar o que devem, sim, mas conforme podem.
Ou seja, querem o mesmo tipo de acordo que foi feito com a Alemanha, depois da 2ª Guerra Mundial.
E os alemães, logo eles, estão contra?!
Tenham vergonha!!!