sexta-feira, 15 de maio de 2015

Famelgas (15/05/2015)




Olá, como estão?


Hoje, dia 15 de Maio, assinala-se o Dia Internacional da Família.

“O Dia Internacional da Família é celebrado anualmente a 15 de maio.

A data foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU, que proclamou o dia 15 de maio como Dia Internacional da Família.
A celebração do Dia Internacional da Família visa, entre outros objetivos, destacar:
·         A importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil;
·         Reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família;
·         Chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades desta;
·         Sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, económicas e demográficas que afetam a família.

O primeiro Dia Internacional da Família foi celebrado em 1994.

Frases e mensagens
·         A família é um lar.
·         Família, o nosso bem mais precioso.
·         A família é o casaco do coração.
·         A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.
·         A família é como o sarampo: uma pessoa tem quando é criança e fica marcada para toda a vida.

Atividades 
·         Fazer um piquenique.
·         Jantar fora.
·         Ver um filme.
·         Jogar jogos de tabuleiro. 
·         Fazer uma peça de teatro familiar.
·         Fazer um espetáculo musical familiar.



Quanto a mim, eu tenho uma família grande.
Na verdade, enorme.

Mas a minha família mais imediata é composta por pai, mãe, irmão, cunhada e um sobrinho lindo.
E eles, mais que ninguém, são a minha rocha, a minha âncora, o meu porto de abrigo.


E com esta, me despeço.
Até uma próxima oportunidade.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Espigas espigadas (14/05/2015)




Olá, como estão?


Hoje, dia 14 de Maio de 2015, assinala-se a Ascensão de Cristo.
(“Da Páscoa à Ascensão, 40 dias vão”…)
Quer isto dizer que hoje é Quinta-feira da Ascensão.
Dia da Espiga.

Eu ainda me lembro de, na minha infância, ir com os meus colegas da escola e a minha professora, apanhar a espiga.

A Festa da Ascensão, conhecida também como Quinta-Feira da Ascensão ou apenas como Ascensão, comemora a Ascensão de Jesus ao céu. É uma das festas ecuménicas, ou seja, uma das que são comemoradas por todas as igrejas cristãs, juntamente com as celebrações da Semana da Paixão, a Páscoa e o Pentecostes. Na Igreja Católica é conhecida também como Solenidade da Ascensão do Senhor. A Ascensão é tradicionalmente celebrada numa quinta-feira, a décima-quarta da Páscoa (segundo a contagem de Atos 1:3).

O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é uma celebração portuguesa que ocorre no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.

O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoada queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.


E por falar em infância, lembram-se dos livros da Anita?...
Pois bem, não é que agora querem mudar o nome da Anita??!!!
Para, pasme-se, Martine.


Quer-se dizer, até parece mesmo que estou a ver o que aconteceu:
Provavelmente, o nome original da personagem até é Martine.
Mas quando começaram a traduzir os livros e para uma maior aproximação à realidade portuguesa, optou-se por um nome português: Ana – no caso, Anita.
E agora, numa tentativa de globalização, houve uma alma iluminada que se lembrou, 49 anos depois da 1.ª edição em Portugal (1966), de mudar o nome para o original.
Mas para quê?
Se nasceu Anita, deixem-na continuar Anita.
E fiquem lá quietinhos, que ganham mais com o serviço.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Isto e aquilo (13/05/2015)




Olá, como estão?


Entra hoje em vigor, a 100%, o novo Acordo Ortográfico.
Mas há coisas que acho às quais nunca me vou consegui adaptar, tais como aquela coisa dos dias da semana e dos meses serem agora escritos com letra minúscula.


Hoje também é dia da Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

(Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é uma das designações atribuídas à Virgem Maria que, segundo os relatos da época e da Igreja Católica, apareceu repetidamente a três pastores, crianças na altura das aparições, no lugar de Fátima, tendo a primeira aparição acontecido no dia 13 de Maio de1917. Estas aparições continuaram durante seis meses seguidos, sempre no mesmo dia (excetuando em Agosto). A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, sendo portanto aceito a combinação dos dois nomes - dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima" - pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário.
Fecha o ciclo de aparições iniciado em Paris, como Nossa Senhora das Graças, sucedida pela aparição em La Salette e Lourdes.
Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao concelho de OurémPortugal.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho13 de julho e 13 de setembro. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido presas e levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de agosto.
13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário" e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenómeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenómeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural. Entretanto, testemunhas da época afirmaram que o facto não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim com um objeto luminoso que se destacou no céu, girando sobre si próprio e mudando de cor.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tui), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
O papa Pio XII, anuindo a esses pedidos de Nossa Senhora, consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria a 31 de Outubro de 19422 .
Nas suas Memórias, Lúcia contou ainda que, entre abril e outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".
Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.


Não sou propriamente uma crente absoluta nas aparições de Fátima.
Mas atenção, também não sou uma descrente completa.
Eu diria que sou antes uma… cética, não sei se me estão a perceber…
Assim como São Tomé.


E vi, há dias, um comentário no Facebook acerca das acessibilidades para cadeiras de rodas, ou, melhor dizendo, da falta delas.
Na verdade, acho que isto tudo funciona num gigantesco círculo vicioso.
Pois se não há as acessibilidades, é porque não há muitas pessoas em cadeiras de rodas a atreverem-se a sair, mas se não as há a sair, tal deve-se, maioritariamente, à falta de acessibilidades.
Maioritariamente, sim, mas não só.
Pelo menos, no meu caso.
Senão, vejamos: sou atáxica – tenho ataxia de Friedreich e, como a ataxia é uma doença progressiva, isso quer dizer que a minha situação está, lenta, cruel, inexorável e continuamente a degradar-se.
A juntar a esta equação, já por si bastante complicada, não posso pensar só em mim, mas também na minha realidade e na realidade de quem me rodeia.
Eu não me sinto no direito de impor a minha presença, assim como todo a trabalheira que isso implica, a ninguém.
Felizmente, para mim, que eu sempre fui uma pessoa mais… reservada.
Até parece que eu já estava a adivinhar o que aí vinha, a tempestade que se aproximava…


E por hoje fico por aqui.
Até uma próxima oportunidade…














sexta-feira, 8 de maio de 2015

Leiteraturas (08/05/2015)

Olá, como estão?


Gosto muito de contos, sempre gostei.
É mesmo a minha forma de expressão literária de eleição. Até tenho um outro blogue, “À procura de uma história” (http://aprocuradeumahistoria.blogspot.pt) dedicado ao tema.
 
O melhor conto que já li é da autoria de Joyce Carol Oates e chama-se “Extenuating Circumstances” (Circunstâncias Atenuantes), no livro “Haunted – Tales of the Grotesque” (Assombrada – Contos do Grotesco) (Penguin Group USA Incorporated, 1995). Referi os títulos em inglês, porque foi essa a versão que li – a na língua inglesa, a versão original.

(Como tenho a sorte de falar inglês e como tenho a percepção de que nem sempre as traduções transmitem exactamente a voz autor, por vezes (mas não sempre!) gosto de ler as versões originais – quando são em inglês, claro está.
A isto acresce o facto de eu também, em tempos, ter escrito em inglês. Aliás, uma das maneiras de aumentar o meu volume de trabalho era pegar no meu trabalho em inglês e traduzi-lo para português. Mas não. O meu trabalho em inglês foi pensado em inglês. Até porque há certas expressões na língua inglesa que são intraduzíveis para português. E vice-versa.)

Mas o melhor conto que já li, em português, é da autoria de José Riço Direitinho e chama-se “Amor num cheiro imenso a rosmaninho”. Mas este conto não faz parte dum livro. Foi antes publicado na Revista ELLE de Agosto de 1995, n.º 83, integrada no suplemento “Contos de Verão”.

E ainda há o conto que gostava de ter escrito: “O vocabulário das varandas”, da autoria de Almudena Grandes, no livro “Sete mulheres” (Editorial Presença, 1998). Ainda me lembro que quando o acabei de ler, foi automático: pensei logo “Gostava de ter escrito este conto”.

Vem isto a propósito do livro “Um Livro Num Dia: Contos da manhã que logo entardeceu” (Chiado Editora, 2015), fruto da iniciativa levada a cabo no Dia Mundial do Livro, pela Chiado Editora, em plena Av. da Liberdade, na cidade de Lisboa.
E não é que o livro tem sido uma muito agradável surpresa?...
Realmente há por aí muito e muito bom talento bem escondido.
Dai eu achar que estas iniciativas são muito importantes, que funcionam, pelo menos a meu ver, como uma democratização do acesso ao, cada vez mais, hermético mundo editorial.
Só pecam por ser em muito reduzido número.
Fico ansiosa pela próxima iniciativa.


Por hoje, fico por aqui.

Até uma próxima oportunidade. 

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Portuguesmente falando (06/05/2015)



Olá, como estão?


Quem me conhece, sabe que não suporto erros de português, nomeadamente de ortografia.
Eu também os dou e faço já daqui mea culpa (às vezes é cada pontapé na gramática), mas que diacho!, às vezes dou com erros – e não são tão poucas como isso – que não lembram a ninguém…
… “esqueção” em vez de “esqueçam”…
… “rejistar” em vez de “registar”…
… “descanço” em vez de “descanso”…
E muitos mais que tais.

Lembro-me duma situação que aconteceu há anos: recebi um recado escrito duma pessoa. Até aí, tudo bem.
Só que eu não percebia nada – estava cheio de erros de ortografia.
Podem não acreditar, mas foi só quando comecei a ler em voz alta, é que eu comecei a perceber – pelo som, pela sonoridade das palavras.

Eu sei que a língua portuguesa é muito traiçoeira, mas bolas!, vamos lá a não exagerar…

E ainda não falei do meu ódio de estimação: a (nem lhe chamo palavra…) expressão “prontos”.
Até fico com urticária quando ouço essa… coisa.
Sério.
Um dia, juro, ainda dou um valente par de sopapos a quem se atrever a articular essa… coisa à minha frente.
Ficam já avisados.
E quem vos avisa…


Fico por aqui.
Até uma próxima oportunidade.


terça-feira, 5 de maio de 2015

Linguajares (05/05/2015)




Olá, como estão?


Hoje assinala-se o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura.

No dia 5 de Maio é comemorado o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura entre os países de Língua Portuguesa. Nesta data os países do espaço lusófono procuram desenvolver atividades que promovem a Língua Portuguesa e a cultura lusófona pelo mundo. O dia 5 de Maio também é conhecido como Dia da Cultura Lusófona.
Origem do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura
Em 2005 ficou decidido em Luanda, Angola, que o dia 5 de Maio seria o Dia da Língua Portuguesa, mas a data só foi oficializada em Junho de 2009 em Cabo Verde, quando os países que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) se reuniram e chegaram a acordo no XIV Conselho de Ministros da CPLP, realizado em Junho de 2009, em Cabo Verde.
Países que Celebram o Dia da Língua Portuguesa e da Cultura

O Dia da Língua Portuguesa e da Cultura é celebrado nos oito países que pertencem à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa: Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste.




A língua portuguesa, também designada português, é uma língua românica flexiva originada no galego-português falado no Reino da Galiza e no norte de Portugal. Com a criação do Reino de Portugal em 1139 e a expansão para o sul como parte da Reconquista deu-se a difusão da língua pelas terras conquistadas e mais tarde, com as descobertas portuguesas, para o BrasilÁfrica e outras partes do mundo. O português foi usado, naquela época, não somente nas cidades conquistadas pelos portugueses, mas também por muitos governantes locais nos seus contatos com outros estrangeiros poderosos. Especialmente nessa altura a língua portuguesa também influenciou várias línguas.
É uma das línguas oficiais da União Europeia, do Mercosul, da União de Nações Sul-Americanas, da Organização dos Estados Americanos, da União Africana e dos Países Lusófonos. Com aproximadamente 280 milhões de falantes, o português é a 5ª língua mais falada no mundo, a 3ª mais falada no hemisfério ocidental e a mais falada no hemisfério sul da Terra.
Durante a Era dos Descobrimentos, marinheiros portugueses levaram o seu idioma para lugares distantes. A exploração foi seguida por tentativas de colonizar novas terras para o Império Português e, como resultado, o português dispersou-se pelo mundo. Brasil e Portugal são os dois únicos países cuja língua primária é o português. Entretanto, o idioma é também largamente utilizado como língua franca nas antigas colónias portuguesas de MoçambiqueAngolaCabo VerdeGuiné EquatorialGuiné-Bissau e São Tomé e Príncipe, todas em África. Além disso, por razões históricas, falantes do português são encontrados também em Macau, no Timor-Leste e em Goa.
O português é conhecido como "a língua de Camões" (em homenagem a uma das mais conhecidas figuras literárias de Portugal, Luís Vaz de Camões, autor de Os Lusíadas) e "a última flor do Lácio" (expressão usada no soneto Língua Portuguesa, do escritor brasileiro Olavo Bilac). Miguel de Cervantes, o célebre autor espanhol, considerava o idioma "doce e agradável". Em Março de 2006, o Museu da Língua Portuguesa, um museu interativo sobre o idioma, foi fundado em São PauloBrasil, a cidade com o maior número de falantes do português em todo o mundo.



Por hoje despeço-me.
Até uma próxima oportunidade.




sexta-feira, 1 de maio de 2015

Reflexões (01/05/2015)




Olá, como estão?


Há dias li um comentário, muito sábio e avisado, de um amigo, no Facebook.
Basicamente esse comentário salientava a falta de união que teima em grassar entre a comunidade atáxica.
Enquanto atáxica que sou, foi com profunda e sentida tristeza que me vi obrigada a dar razão a esse amigo.
Porque é verdade!
Quantas e quantas vezes não vi já, nas páginas de grupos de apoio existentes no Facebook, comentários absolutamente despropositados…
E quantas e quantas vezes não mordi já a língua e refreei os meus dedos de digitar uma resposta tipo “Cala-te e vai fazer alguma coisa por ti abaixo”.
Porque depois de me acalmar, eu sei ver que aqueles comentários são fruto da frustração e desespero.
Frustração e desespero de esperarem há anos por uma luz ao fundo do túnel e por continuarem a não a vislumbrar.
Que diacho!, também eu por vezes me sinto assim.
Mas nunca fui de grandes manifestações.
Mas uma das coisas que eu tenho notado mesmo uma grande falta de união e, quiçá, desinteresse.
Não me entendam mal: eu não estou a dizer que os atáxicos não querem uma solução para o seu problema. Porque isso eles querem. Desesperadamente.
O que eu estou a dizer é que eles não se unem e teimam em ficar cada um no seu canto.
E isso, permitam que o diga, é um erro.
Quanto mais não seja, por motivos práticos.
Porque não tenhamos ilusões: a grande maioria das investigações na área das ataxias é
financiada pelas associações de doentes. Mas são os sócios, com o pagamento das suas quotas, que financiam estas últimas. Ou seja, em última análise, somos nós, enquanto sócios pagantes, que financiamos as investigações.
Portanto, em vez de esperarem e desesperarem sozinhos e isolados, unam-se. Associem-se. E poderão assim encontrar uma outra família.
Em Portugal existe a APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias (http://www.apahe.pt.vu), cujas portas estão sempre abertas e onde serás sempre bem-vindo.
Junta-te à APAHE e faz-te sócio!


E hoje assinala-se o Dia do Trabalhador.

O Dia do Trabalhador ou Dia Internacional dos Trabalhadores é celebrado anualmente no dia 1 de Maio em numerosos países do mundo, sendo feriado em vários países. No calendário litúrgico celebra-se a memória de São José Operário por tratar-se do santo padroeiro dos trabalhadores.
Em 1886 teve lugar uma manifestação de trabalhadores nas ruas de Chicago, nos EUA.
Essa manifestação tinha como finalidade reivindicar a redução da jornada de trabalho para 8 horas diárias e teve a participação de milhares de pessoas. Nesse dia teve início uma greve geral nos EUA. No dia 3 de Maio houve um pequeno levantamento que acabou com uma escaramuça com a polícia e com a morte de três manifestantes. No dia seguinte, 4 de Maio, uma nova manifestação foi organizada como protesto pelos acontecimentos dos dias anteriores, tendo terminado com o lançamento de uma bomba por desconhecidos para o meio dos polícias que começavam a dispersar os manifestantes matando um agente, na rixa que se seguiu sete outros morreriam. A polícia abriu então fogo sobre a multidão, matando doze pessoas e ferindo dezenas. No seguimento cinco sindicalistas serão condenados à morte e três condenados a pena perpétua. Estes acontecimentos passaram a ser conhecidos como a Revolta de Haimarcet.
Três anos mais tarde, no dia 20 de Junho de 1889, a segunda Internacional Socialista reunida em Paris decidiu por proposta de convocar anualmente uma manifestação com o objectivo de lutar pelas 8 horas de trabalho diário. A data escolhida foi o 1º de Maio, como homenagem às lutas sindicais de Chicago. Em 1 de Maio de 1891 uma manifestação no norte de França é dispersada pela polícia resultando na morte de dez manifestantes. Esse novo drama serve para reforçar o dia como um dia de luta dos trabalhadores e meses depois a Internacional Socialista de Bruxelas proclama esse dia como dia internacional de reivindicação de condições laborais.
Em 23 de Abril de 1919 o senado francês ratifica o dia de 8 horas e proclama o dia 1 de Maio desse ano dia feriado. Em 1920 a Rússia adota o 1º de Maio como feriado nacional, e este exemplo é seguido por muitos outros países.
Apesar de até hoje os norte-americanos se negarem a reconhecer essa data como sendo o Dia do Trabalhador, em 1890 a luta dos trabalhadores norte-americanos conseguiu que o Congresso aprovasse que a jornada de trabalho fosse reduzida de 16 para 8 horas diárias.



E por hoje fico-me por aqui.
Até uma próxima oportunidade.