quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Reis & Cª., Lda. (06/01/2016)


Olá, como estão?


Hoje, dia 06 de Janeiro, assinala-se o Dia de Reis.

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do oriente" (Mateus 2:1) que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis".
A data marca, para os católicos, o dia para a veneração aos Reis Magos, que a tradição surgida no século VIII converteu nos santos BelchiorGaspar e Baltazar. Nesta data, ainda, encerram-se para os católicos os festejos natalícios - sendo o dia em que são desarmados os presépios e por conseguinte são retirados todos os enfeites natalícios.
Em Portugal e na Galiza, o bolo-rei ou bolo de Reis possui grande tradição e é confeccionado com um brinde e uma fava. A pessoa que encontra a fava deve trazer o bolo de Reis no ano seguinte. Por todo o país as pessoas costumam «cantar os reis» ou as «reisadas» de porta em porta. São convidadas a entrar para o interior das casas e oferecidas pequenas refeições com doces, salgados, charcutarias, vinhos, etc. Neste dia eram também muito comuns os autos dos Reis Magos, peças de teatro popular.
No Brasil, geminado culturalmente com Portugal, esta tradição tem muito do que se faz no velho país. A festa é comemorada com doces e comidas típicas das regiões. Há ainda festivais com as Companhias de Reis (grupo de músicos e dançarinos) que cantam músicas referentes ao evento, as conhecidas festas da Folia de Reis.
Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com capim antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar viagem. Em troca, os Reis magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar do capim após acordar. A tradição também consiste em comer o Bolo de Reis.
Na França e em Quebec (no Canadá), come-se o Galette des Rois (Bolo de Reis), que contém um brinde no seu interior. O bolo vem acompanhado de uma coroa de papel e quem encontrar o brinde na sua fatia, será coroado e terá de oferecer o bolo no ano seguinte.

O Dia de Reis é celebrado anualmente a 6 de janeiro. Por norma, o Dia de Reis é celebrado já na noite de 5 para 6 de janeiro, ou seja, na véspera do Dia de Reis.
Este dia é também conhecido como Festa da Epifania.
Tradições do Dia de Reis
Esta celebração católica está associada à tradição natalícia, que diz que três reis magos do oriente, visitaram o Menino Jesus na noite de 5 para 6 de janeiro, depois de serem guiados por uma estrela. Os três reis magos chamavam-se Belchior, Baltazar e Gaspar e levaram de presente ao Menino Jesus, ouro, incenso e mirra.
A tradição manda que neste dia a família se volte a reunir para celebrar o fim dos festejos de Natal. Os alimentos da Noite de Reis são o bacalhau com batatas, o bolo-rei, o pão-de-lo, as rabanadas, os sonhos, entre outras iguarias de Natal.
É também o dia em que se cantam as Janeiras. O cântico das Janeiras começa no dia após o Natal e prolonga-se até ao dia de Reis.
No dia seguinte ao Dia de Reis, as famílias começam a retirar os enfeites de Natal que decoram as casas durante a época de Natal.
Poemas do Dia de Reis
§  Dia de Reis
Vieram os três Reis Magos
Das suas terras distantes
Guiados por uma estrela,
Cujos raios cintilantes
Os levaram ao Deus Menino
Que, a sorrir de bondade,
Recebeu os seus presentes
E os acolheu com amizade.
§  Os Três Reis Magos
Já os três reis são chegados
À lapinha de Belém
A adorar o Deus Menino
Nos braços da Virgem Mãe.
-
Os três reis do Oriente
Vieram com grande cuidado
Visitar o Deus Menino
Por uma estrela guiados.
-
A linda estrela os guiou
Até à sua cabaninha
Onde estava o Deus Menino
Deitadinho na palhinha.
-
Venho dar as Boas Festas
As Boas Festas d' Alegria
Que vos manda o Rei da Glória
Filho da Virgem Maria.
Atividades para o Dia de Reis
o   Construir os 3 reis magos com material reciclado, como tampas, rolos de papel higiénico, plásticos, cápsulas de café;
o   Desenhar e pintar o episódio da visita dos três reis magos ao Menino Jesus;
o   Criar uma banda desenhada que conte a viagem dos três reis magos e a oferta ao Menino Jesus.
Dia de Reis em Espanha
Na tradição espanhola, o Dia de Reis é celebrado por grande parte da população. É neste dia que as crianças recebem as prendas de Natal, pois, de acordo com a tradição cristã, são os reis magos que trazem as prendas para as crianças.
Uma das tradicionais celebrações do Dia de Reis em Espanha é a Cavalgada dos Reis Magos, que simbolizam o caminho dos reis magos depois do nascimento de Jesus.


Ao “bisbilhotar” no meio das minhas coisas mais antigas, deparo-me com um texto que escrevi para apresentar numa Tertúlia de Poesia, organizada pela Junta de Freguesia do Vale de Santarém, que iria ter lugar no dia 19-01-2013. E eu digo iria, porque não teve.
Esse foi o dia do temporal, lembram-se?
Este era o texto:
“Eu não sou poeta. Pelo menos, não me considero aquilo a que convencionalmente se entendeu chamar poeta. Ou poetisa.
No meu parco entender, um poeta é um artesão que vai tecendo as palavras, ouvindo a música das mesmas.
E eu, confesso, não tenho essa capacidade, não domino essa arte. Eu não escrevo poesia.
Escrevo prosa. Tenho até um blogue, http://aprocuradeumahistoria.blogspot.com, onde vou tentando abrir esse outro lado de mim.

Quanto aos poemas, confesso que o que mais atrai é o som. Não tanto o que é dito, mas sim como é dito. As palavras podem não rimar, mas são música para mim.

Todos têm a ver, de uma forma ou de outra com “O ser humano”, pois todos reflecem algum traço de humanidade, qualquer coisa do ser.

“Esquece-te de mim, Amor,
das delícias que vivemos
na penumbra daquela casa,
esquece-te.
Faz por esquecer
o momento em que chegámos,
assim como eu esqueço
que partiste,
mal chegámos,
para te esqueceres de mim,
esquecido já
de alguma vez
termos chegado.”
(António Mega Ferreira, “Os princípios do fim”, Quetzal Editores, 1992)

“Procurei a sorte
num dia de azar,
encontrei a arte
dentro de um movimento.
A forma
dentro de um som parado.
A sina
dentro de um corpo molhado.
A sorte
dentro de um dia
que julguei errado.”
(Patrícia Aguiar/Marisa Benjamim, “190 minutos aqui”, Livraria LivrodoDia, 2010)

“RÉGIO

Saio de mim
para quem sou
e jamais chego a destino.

No caminho do ser
meu gozo é me perder.

Meu coração só tem morada
onde se acende um outro peito.

Meu anjo está cego,
meu profeta está mudo,
meu guru ficou amnésico.

O poeta
sabia que não ia por ali.
Eu vou por onde não sei.
Meu aqui
é sempre além.”
(Mia Couto, “idades, cidades, divindades”, Editorial Caminho, 2007)

Há ainda um livro de poemas que é, para mim, muito especial: “Na Metamorfose do Tempo – Palavras de Tecedeira”, Avelina da Silveira, Editorial Éter, 1995. Encontrei este livro (ou deverei dizer que foi ele que me encontrou?) na velhinha Livraria Bertrand do Chiado, em Lisboa. É neste livro que encontro um poema muito especial para mim:

“PALAVRAS QUE BUSCO

Há palavras que nascem para ser cantadas,
há palavras que rasgam a proa do futuro,
outras recolhem-se para ser sonhadas,
e outras ainda se escondem no escuro.
Há palavras de vidro, palavras quebradas,
há palavras queimadas, feitas esturro,
das palavras que busco, nas asas de fadas,
aquelas que encontro são feitas de nada.”
Até escrevi um conto, “Ajuste de contas” (http://aprocuradeumahistoria.blogspot.pt/2013/01/este-conto-era-para-ter.html), para ser lido nessa tertúlia.
Acabei por publicá-lo no meu outro blogue, “À procura de uma história”. Convido-os a visitá-lo e a dizerem de vossa justiça – para aceder ao mesmo, podem faze-lo através deste blogue: basta clicarem no nome desse meu outro blogue, na coluna da esquerda, imediatamente abaixo da informação sobre mim, sobre a ataxia de Friedreich, sobre as ataxias hereditárias e sobre a APAHE.


Li, acho que n’ “O Mirante” online, que para 2016 as cartas ditam que vai haver cheias no Ribatejo e que o Sporting vai ser campeão.
Não me admira.
Primeiro, porque tem chovido bem.
Segundo, porque lidera o campeonato.
Eu sou benfiquista e sei que muita coisa pode ainda acontecer, mas há aquele ditado: “Candeia que vai à frente, alumia duas vezes”.


Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.





sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Feliz Ano Novo (01/01/2016)




Olá, como estão?


E chegámos a 2016.
Ano novo, vida nova.


1 ou 1.º de janeiro é o 1.º dia do ano no calendário gregoriano. Faltam 364 para acabar o ano (365 em anos bissextos).
Esta data é o Dia Mundial da Paz, além de Dia da Fraternidade Universal, sendo assim, um feriado internacional, adotado por quase todas as nações do planeta. 

O Dia de Ano Novo é celebrado a 1 de janeiro.
Este dia marca o início de um novo ano e corresponde a uma data festiva a nível mundial.
O dia de Ano Novo é feriado e funciona como um dia de descanso e repouso, depois dos festejos de Ano Novo da noite de 31 de dezembro para 1 de janeiro, que se prolongam até de madrugada. Este é um dia também de cariz religioso, marcando o início de um novo ano católico, celebrando-se missas neste dia por todo o país. Ao almoço as famílias reúnem-se e comem pratos tradicionais de ano novo, como peru recheado, por exemplo.
O dia 1 de janeiro é encarado como o início de uma nova etapa, pois marca o fim de um ano e o início de um novo ciclo. Às 00h do dia 1 de janeiro, as pessoas festejam com champanhe e passas, desejando o habitual para o ano que começa: saúde, prosperidade, dinheiro, amor e felicidade, entre outros desejos.
A mudança de ano concede motivação às pessoas para mudarem também os seus atos e renovarem a sua vida, com o estabelecimento de resoluções de ano novo, a cumprir ao longo do novo ano.

1 de Janeiro - Dia da Fraternidade Universal
O primeiro dia do ano civil é também o Dia Mundial da Paz, ou da Fraternidade Universal. No campo religioso, celebra-se igualmente a figura de Nossa Senhora e a circuncisão de Jesus Cristo.


Mas este novo ano não está a ter um começo muito… auspicioso.
Está a ser um começo de ano muito… constipado.

Estou com uma constipação daquelas, “de caixão à cova”, como se costuma dizer.


Bom, Feliz Ano Novo!!!


segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O dia mais pequeno (21/12/2015)



Olá, como estão?


Hoje, dia 21 de Dezembro, assinala-se o 1.º dia de Inverno.
Coincidência ou não, hoje verificou-se uma acentuada descida de temperatura, em relação à que tem sido habitual.
Será que é desta que vamos assistir a uma temperatura ambiente mais conforme para a época do ano que atravessamos?
Hoje também se cumpre o dia mais pequeno do ano – e a noite maior, claro está.


Já aqui disse que, de ano para ano, me sinto cada vez menos em “modo Natal”.
E também já aqui frisei que sinto falta da confusão e azáfama próprias da época, assim como já há muita coisa que eu já não faço porque não posso.
Daí, a minha falta de interesse.
Mas uma coisa, eu faço questão de ter e fazer: uma árvore de Natal, pois para essa eu sempre posso contribuir, por muito pouco que seja, e sentir-me assim mais normal.
Pensando em mim e nas minhas limitações e como eu gosto muito de ver uma árvore branca apenas com bolas encarnadas, foi essa a árvore que escolhi.
O meu pai montou a árvore, eu “abri” os ramos e ajudei a colocar as bolas.


O meu telemóvel resolveu pregar-me um susto.
Tudo começou no Sábado: liguei o telemóvel de manhã sem quaisquer problemas. Á tarde, quando precisei dele; estava “morto”. Tentei ligá-lo, nada. Tentei pô-lo à carga, nada: não recebia carga. Inclusive, tentei verificar a bateria: tudo parecia bem.
Como o aparelho ainda estava dentro da garantia, imediatamente procurei os comprovativos, para puder ir à loja que o vendeu, na Segunda-feira (hoje), quando saísse da fisioterapia.
Ontem, Domingo, o telemóvel continuava sem dar sinal de vida.
Hoje, depois da fisioterapia, fui à loja onde o comprei. Enquanto o vendedor estava a atender um casal, comecei a preparar as coisas para apresentar o meu caso. E não é que, para minha grande surpresa, o telemóvel já estava a trabalhar?
Mas parecia que tinha parado no tempo, pois ainda marcava a data de Sábado, 19/12/2015.
Para todos os efeitos, o meu telemóvel fez greve de 48h00.


Como devem saber, o Sporting perdeu a liderança da Primeira Liga do Campeonato Nacional de Futebol. O novo líder é o F. C. Porto. Mas o mais curioso é que, na 1.ª página do jornal desportivo “A Bola”, o maior destaque vai para a vitória do Benfica.


Para terminar, quero desejar a todos um Feliz Natal.



E por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.


domingo, 13 de dezembro de 2015

Boas Festas (13/12/2015)



Olá, como estão?


Apesar de estarmos em plena quadra natalícia, não o sinto.
Não sei porquê.
Talvez seja por não estar muito frio, situação atípica para a época.
Para onde quer que se olhe, só se vêem alusões à quadra que se atravessa, mas eu… nicles, batatóides.
Népia.

Há já alguns anos que me venho a sentir assim: cada vez menos em “modo Natal”.
Acho que é por sentir falta da azáfama e da confusão.
Já não faço: vejo fazer.
Não é por não querer: é por não poder.
E sinto-me posta de lado.
Eu sei que pode parecer ridículo, mas…

Vem-me á memória um Natal, há já mais de 20 anos.
Ainda havia escudos (nem se falava em euros) e as lojas só abriam, aos Sábados, de manhã: só na quadra natalícia é que também abriam aos Sábados à tarde, para depois encerrarem nos dias 26 de Dezembro e 02 de Janeiro.
Estava um dia bonito, de sol, mas frio.
Era Sábado (já não me lembro se de manhã ou de tarde) e eu fui a Santarém comprar as prendas para a minha mãe, para o meu pai e para o meu irmão.
Lembro-me que tinha 5.000$00 (cerca de 25,00 €) na carteira.
Também me lembro da azáfama, do corre-corre. E da música que saia dos altifalantes, que acompanhavam a iluminação de Natal. Lembro-me especialmente daquela canção do Coro de Santo Amaro de Oeiras: “A todos um Bom Natal”.
(Abro aqui um parêntesis para partilhar com vocês um facto curioso: não sei porquê, mas sempre que oiço esta canção, choro. E com isto fecho este parêntesis.)
Mas com os 5.000$00 comprei as prendas para todos – três prendas. E prendas boas.
Agora, com esses 25,00 €, comprava uma, talvez duas. Nunca três.


Aliás, irrita-me sobremaneira aqueles que teimam em dizer que o euro não encareceu o custo de vida.
O tanas!...
E o melhor exemplo é o preço dos livros: a ideia que eu tenho é que, no tempo dos escudos, um livro raramente chegava a custar 2.000$00 (cerca de 10,00 €). Pois bem, com a entrada do euro o preço médio dum livro é de 15,00 € (cerca de 3.000$00).
Posso estar a ser muito injusta (provavelmente, até estou), mas que eu me sinto roubada, ai lá isso sinto…


E vocês ouviram aquela do Lula da Silva (ex-presidente do Brasil), a dizer que a culpa do atraso no Brasil (ou coisa parecida) é da colonização portuguesa?...
Se um angolano, cabo-verdiano, guineense, moçambicano ou são-tomense dissesse isso, eu aceitava, até porque Portugal colonizou tais países (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) até meados da década de 70 do século XX.
Agora…  o Brasil?!...
Que eu saiba, o Brasil é um país independente desde 1822.
Agora, culpar Portugal é como se agora os EUA se lembrassem de culpabilizarem os ingleses.
Ridículo… Pelo menos para mim…


E já agora vou-vos dizer qual é o meu filme preferido de Natal: “Natal Branco” (White Christmas), de 1954, com Bing Crosby e Danny Kaye.

Deixo-vos com a minha canção preferida de Natal, “Little drummer boy”, aqui na versão de Josh Groben:





Por agora é tudo.
Até a uma próxima oportunidade.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Feriados: o que foi e o que já não é (01/12/2015)





Olá, como estão?


E já estamos em Dezembro, mês do Natal.


Dia 1 de Dezembro: dia mundial de luta contra a SIDA.
O Mundial de Luta Contra a Sida, internacionalmente definido como o dia 1° de dezembro, é uma data voltada para que o mundo una forças para a conscientização sobre a Síndrome da imunodeficiência adquirida (SIDA). Desde o final dos anos 80, tal dia vigora no calendário de milhares de pessoas ao redor do mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ao final de 2013, 35 milhões de pessoas conviviam com o vírus do HIV no planeta, e diariamente surgem cerca de 7.500 novos casos.


Hoje assinala-se também a Restauração da Independência:
A Restauração da Independência é a designação dada ao golpe de estado revolucionário ocorrido a 1 de dezembro de 1640, chefiada por um grupo designado de Os Quarenta Conjurados e que se alastrou por todo o Reino, pela revolta dos portugueses contra a tentativa da anulação da independência do Reino de Portugal pela governação da Dinastia filipina castelhana, e que vem a culminar com a instauração da 4.ª Dinastia Portuguesa - a casa de Bragança - com a aclamação de D. João IV.
Esse dia, designado como Primeiro de Dezembro ou Dia da Restauração, é comemorado anualmente em Portugal com muita pompa e circunstância desde o tempo da monarquia constitucional. Uma das primeiras decisões da República Portuguesa, em 1910, foi passá-lo a feriado nacional como medida popular e patriótica. No entanto, essa decisão foi revogada pelo XIX Governo Constitucional, passando o feriado a comemorar-se em dia não útil a partir de 2012.
A grande preparação para a revolta
Por volta de 1640, a ideia de recuperar a independência tornou-se mais forte e a ela começaram a aderir todos os grupos sociais.
Os burgueses portugueses estavam desiludidos e empobrecidos com ataques ao seu território e aos navios que transportavam os produtos que vinham das várias regiões do reino de Portugal continental, insular e ultramarino. A concorrência dos HolandesesIngleses e Franceses diminuía-lhes o negócio e os lucros.
Os nobres viam os seus cargos ocupados pelos Espanhóis, tinham perdido privilégios, eram obrigados a alistar-se no exército castelhano e a suportar todas as despesas. Também eles empobreciam e era quase sempre desvalorizada a sua qualidade ou capacidade. A corte estava em Madrid e mesmo a principal gestão da governação do reino de Portugal, que era obrigatoriamente exigida de ser realizada in loco, era entregue a nobres castelhanos e não portugueses. Estes últimos viram-se afastados da vida "palaciana" e acabaram por se retirar para a província, onde viviam nas suas casas senhoriais e solares, para poderem sobreviver com alguma dignidade imposta pela sua classe social.
Portugal, na prática, era como se fosse uma província espanhola, governada de longe. Os que ali viviam eram obrigados a pagar impostos que ajudavam a custear as despesas do Império Espanhol que também já estava em declínio.
Foi então que um grupo de nobres - cerca de 40 conjurados- se começou a reunir secretamente, procurando analisar a melhor forma de organizar uma revolta contra Filipe IV de Espanha (III de Portugal).
A revolta do 1º de Dezembro de 1640
Começava a organizar-se uma conspiração para derrubar os representantes do rei em Portugal. Acreditavam que poderiam ter o apoio do povo e também do clero.
Apenas um nobre tinha todas as condições para ser reconhecido e aceite como candidato legítimo ao trono de Portugal. Era ele D. João, Duque de Bragança, neto de D. Catarina de Bragança, candidata ao trono em 1580.
Em Espanha, o rei Filipe IV também enfrentava dificuldades: continuava em guerra com outros países; o descontentamento da população espanhola aumentava; rebentavam revoltas em várias regiões, nomeadamente na Catalunha e na Andaluzia, criou a oportunidade que os portugueses esperavam. O rei de Espanha, preocupado com a situação na Catalunha, desviou para lá muitas das suas tropas.
Faltava escolher o dia certo. Aproximava-se o Natal do ano 1640 e muita gente partiu para Espanha. Em Lisboa, ficaram a Duquesa de Mântua, espanhola e Vice-rei de Portugal (desde 1634), e o português Miguel de Vasconcelos, seu Secretário de Estado.
Os nobres revoltosos convenceram D. João, o Duque de Bragança, que vivia no seu palácio de Vila Viçosa, a aderir à conspiração.
No dia 1 de dezembro desse ano invadiram de surpresa o Palácio Real (Paço da Ribeira), que estava no Terreiro do Paço, prenderam a Duquesa, obrigando-a a dar ordens às suas tropas para se renderem - e mataram Miguel de Vasconcelos.
Antecedentes
D. Sebastião, um rei jovem e aventureiro, habituado a ouvir as façanhas das cruzadas e histórias de conquistas além-mar, quis conquistar o Norte de África na sua luta contra os mouros. Na batalha de Alcácer Quibir no Norte de África, os portugueses foram derrotados e ele desapareceu. E os guerreiros diziam cada um a sua história. O desaparecimento de D. Sebastião (1557-1578) na batalha de Alcácer-Quibir, apesar da sucessão do Cardeal D. Henrique (1578-1580), deu origem a uma crise dinástica.
Nas Cortes de Tomar de 1581, Filipe II de Espanha é aclamado rei, jurando os foros, privilégios e mais franquias do Reino de Portugal. Durante seis décadas Portugal partilhou o Rei com Espanha, sob o que se tem designado por "domínio filipino".
Com o primeiro dos Filipes (I de Portugal, II de Espanha), não foi atingida de forma grave a autonomia política e administrativa do Reino de Portugal. Com Filipe III de Espanha e II de Portugal, porém, começam os atos de desrespeito ao juramento de Filipe II em Tomar. Em 1610, surgiu um primeiro sinal de revolta portuguesa contra o centralismo castelhano, na recusa dos regimentos de Lisboa a obedecer ao marquês San-Germano que, de Madrid, fora enviado para comandar um exército português.
No início do reinado de Filipe III de Portugal (IV de Espanha), ao estabelecer-se em Madrid uma política centralista, pensada pelo Conde-duque de Olivares e cujo projeto visava a anulação da autonomia portuguesa, absorvendo por completo o reino de Portugal. Na Instrucción sobre el gobierno de España, que o Conde-Duque de Olivares apresentou ao rei Filipe IV, em 1625, tratava-se do planeamento e da execução da fase final da sua absorção, indicando três caminhos:
1º - Realizar uma cuidadosa política de casamentos, para confundir e unificar os vassalos de Portugal e de Espanha;
2º - Ir o rei Filipe IV fazer corte temporária em Lisboa;
3º - Abandonar definitivamente a letra e o espírito dos capítulos das Cortes de Tomar (1581), que colocava na dependência do Governo autónomo de Portugal os portugueses admitidos nos cargos militares e administrativos do Reino e do Ultramar (Oriente, África e Brasil), passando estes a ser Vice-reis, Embaixadores e oficiais palatinos de Espanha.
A política de casamentos seria talvez a mais difícil de concretizar, conseguindo-se ainda assim o casamento de Dona Luísa de Gusmão com o Duque de Bragança, a pensar que dele sairiam frutos de confusão e de unificação entre Portugal e Espanha. O resultado veio a ser bem o contrário.
A reação à política fiscal de Filipe IV vai ajudar no processo que conduz à Restauração de 1640. Logo em 1628, surge no Porto o "Motim das Maçarocas", contra o imposto do linho fiado. Mas vão ser as "Alterações de Évora", em agosto de 1637, o abrir definitivamente do caminho à Revolução.
Através das "Alterações de Évora", o povo dessa cidade tencionava deixar de obedecer aos fidalgos subjugados ao reino castelhano e desrespeitava o arcebispo a ele afeto. A elevação do imposto do real de água e a sua generalização a todo o Reino de Portugal, bem como o aumento das antigas sisas, fez subir a indignação geral, explodindo em protestos e violências. O contágio do seu exemplo atingiu quase de imediato Sousel e Crato; depois, as revoltas propagaram-se a SantarémTancosAbrantesVila ViçosaPortoViana do Castelo, a várias vilas do Algarve, a Bragança e à Beira.
Em 7 de Junho de 1640 surgia também a revolta da Catalunha contra o mesmo centralismo do Conde-Duque de Olivares. O próprio Filipe IV manda apresentar-se em Madrid o duque de Bragança, para o acompanhar à Catalunha e cooperar no movimento de repressão a que ia proceder. O duque de Bragança recusou-se a obedecer a Filipe IV. Muitos nobres portugueses receberam semelhante convocatória, recusando-se também a obedecer a Madrid.
Sob o poder de Filipe III, o desrespeito pelo juramento de Tomar (1581) tinha-se tornado insuportável: nomeados nobres espanhóis para lugares de chefia militar em Portugal; feito o arrolamento militar para guerra da Catalunha; lançados novos impostos sem a autorização das Cortes. Isto enquanto a população empobrecia; os burgueses eram afetados nos seus interesses comerciais; e o Império Português era ameaçado por ingleses e holandeses perante a impotência ou desinteresse da coroa filipina.
Portugal achava-se envolvido nas controvérsias europeias que a coroa filipina estava a atravessar, com muitos riscos para a manutenção dos territórios coloniais, com grandes perdas para os ingleses e, principalmente, para os holandeses em África (São Jorge da Mina, em 1637), no Oriente (Ormuz, em 1622 e o Japão, em1639) e fundamentalmente no Brasil (São Salvador da Bahia, em 1624PernambucoParaíbaRio Grande do NorteCeará e Sergipe desde 1630).
Em 12 de outubro de 1640, em casa de D. Antão de Almada, hoje Palácio da Independência, reuniram-se D. Miguel de AlmeidaFrancisco de Melo e seu irmão Jorge de MeloPedro de Mendonça Furtado, António de Saldanha e João Pinto Ribeiro. Decidiu-se então ir chamar o Duque de Bragança a Vila Viçosa para que este assumisse o seu dever de defesa da autonomia portuguesa, assumindo o Ceptro e a Coroa de Portugal.
No dia 1 de dezembro do mesmo ano de 1640, eclodiu por fim em Lisboa a revolta, imediatamente apoiada por muitas comunidades urbanas e concelhos rurais de todo o país, levando à instauração no trono de Portugal da Casa de Bragança, dando o poder reinante a D. João IV.
Guerra da Restauração
Finalmente, um sentimento profundo de autonomia estava a crescer e foi consumado na revolta de 1640, na qual um grupo de conspiradores da nobreza num golpe de estado aclamou o duque de Bragança como Rei de Portugal, com o título de D. João IV (1640-1656), dando início à quarta Dinastia – Dinastia de Bragança.
O esforço nacional foi mantido durante vinte e oito anos, com o qual foi possível suster as sucessivas tentativas de invasão dos exércitos de Filipe III e vencê-los nas mais importantes batalhas em todas as frentes. No final foi feito um acordo de paz definitivo entre as partes, em 1668, assinalado oficialmente com o Tratado de Lisboa (1668). Esses anos foram bem sucedidos devido à conjugação de diversas vertentes como a coincidência das revoltas na Catalunha, os esforços diplomáticos da InglaterraFrança, Holanda e Roma, a reorganização do exército português, a reconstrução de fortalezas e a consolidação política e administrativa.
Paralelamente, entre 1641 e 1654, as tropas portuguesas conseguiram expulsar os holandeses do Brasil, de Angola e de São Tomé e Príncipe, restabelecendo o território ultramarino português e o respetivo poder atlântico, que a ele dizia respeito, anteriormente firmado antes do reino de Portugal estar sob o domínio filipino. No entanto, as perdas no Oriente tornaram-se irreversíveis e Ceuta ficaria na posse dos Habsburgo. Devido a estarem indisponíveis as mercadorias indianas, Portugal passou a obter a grande parte do seu lucro externo com a cana-de-açúcar e o ouro do Brasil.
Feriado
Em Portugal, o dia 1 de dezembro é feriado desde a segunda metade do século XIX mas em 2012 passa a ser assinalado em dia não-útil, sendo o feriado civil mais antigo, tendo sobrevivido à I República, ao Estado Novo e à chegada da democracia.
Menos de uma semana após a revolução republicana de 1910, um decreto acabou com os feriados religiosos e instituiu apenas cinco dias de "folga nacional". Os republicanos aceitaram apenas uma celebração civil vinda da monarquia: o feriado que marca a Restauração da Independência, em relação a Espanha.
É costume comemorar-se este feriado na Praça dos Restauradores, em Lisboa com honras de estado onde também se comemora o Dia da Bandeira. Com a abolição do feriado, ele será festejado no domingo seguinte ao dia 1º de Dezembro. Em 2012 o XIX Governo Constitucional, apoiado por uma maioria PSD-CDS e liderado por Passos Coelho, suspendeu o feriado em dia da semana a partir de 2013. Esta medida, inicialmente anunciada como abolição, foi posteriormente redesignada de suspensão. O objectivo da medida, conforme declaração do Governo, era o de "acompanhar, por esta via, os esforços de Portugal e dos portugueses para superar a crise económica e financeira que o País atravessa". Esta decisão será submetida a reavaliação em 2017.


Estou curiosa para ver se, com este novo governo, a actual situação (a história da suspensão dos feriados) se vai manter.
Sim, porque acredito profundamente que os objectivos desta medida falharam redondamente. Estrondosamente.
Então, como é que se sentiriam a ver serem obrigados a ir trabalhar num dia que era feriado? Com vontade de ir trabalhar e produzir?
Foram 4 os feriados abrangidos por esta suspensão: 2 civis – Implantação da República (5 de Outubro) e Restauração da Independência (1 de Dezembro) – e 2 religiosos – Corpo de Deus (feriado móvel) e Todos os Santos (1 de Novembro).


E por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.