domingo, 27 de março de 2016

Boa Páscoa (27/03/2016)



Olá, como estão?


Só aqui vim para vos desejar uma boa Páscoa.


E para os mais distraídos: não se esqueçam que a hora mudou a noite passada: estamos agora no horário de Verão.




Por hoje, é tudo.
Até à próxima.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Happy Birthday... to me (25/03/2016)

Olá, como estão?


Hoje faço anos.
É o meu 46.º aniversário.

Mas lembram-se daquela canção da Lesley Gore, “It’s my party “?

É como me sinto… Vá-se lá saber porquê…



Até que, para mim, o aniversário é sempre dia de festa.

Já aqui o disse: o meu maior sonho, no que toca a aniversários, é que alguém, algum dia, me organize uma festa surpresa.
Mas também sei que isso nunca vai acontecer.
Como eu também já aqui o disse, não sou uma pessoa memorável: sou até bastante olvidável.
E porquê este desejo/sonho de uma festa surpresa?
Por causa do que isso representa.

Outra coisa que eu, um dia, gostaria muito de fazer: ir a uma ópera.
Por causa da música, claro.
Da história, é que não.
Até porque as histórias das óperas são sempre um bocado “faca e alguidar”, se é que me percebem.
Das que eu conheço, a pior é “Il trovatore”, de Giuseppe Verdi. A música é óptima, mas a história…

Esta é a ópera que tem aquela ária muito conhecida, “O coro dos ferreiros”.



Por falar em ópera, lembro-me daquela vez que deu a “Aida”, também de Verdi, na televisão.
Ora, eu sempre gostei muito da “Marcha triunfal”. Como tal, decidi ver a ópera até essa ária.
Mas, para mal dos meus pecados, não consegui ver o princípio da ópera.

Resultado: vi todo o resto da ópera à espera da tal marcha. Que nunca chegou.




E por hoje é tudo.
Até à próxima.


domingo, 20 de março de 2016

Prima... Vera (20/03/2016)



Olá, como estão?


Hoje é o 1.º dia de Primavera
Ou assim o fiz o Google.
Porque eu, na escola, sempre aprendi que era a 21.
Pelo menos, é do que me lembro.


Ontem, além de ser Dia do Pai, foi também o dia da cidade de Santarém e feriado municipal.
Não tenho bem a certeza, mas acho que a escolha da data – 19 de Março – tem algo a ver com a data da conquista da cidade de Santarém aos mouros.


E hoje estou cheia de dores.
Especialmente nas pernas.
Já alguma vez sentiram que o v/corpo está dividido ao meio e que são duas coisas diferentes, que por acaso estão unidas pela cintura?
Pois bem, assim estou eu: da cintura para cima é uma coisa, da cintura para baixo é outra coisa completamente diferente: as pernas contraem de tal forma, que eu fico cheia de dores.


Por hoje é tudo.
Até à próxima.


terça-feira, 8 de março de 2016

Dia da Mulher (08/03/2016)



Olá, como estão?


Hoje, dia 08 de Março, assinala-se o Dia Internacional da Mulher.
A ideia de criar o Dia da Mulher surgiu nos primeiros anos do século XX, nos Estados Unidos e na Europa, no contexto das lutas femininas por melhores condições de vida e trabalho, bem como pelo direito de voto. Inspirada por esse espírito, a líder socialista alemã Clara Zebrino propôs à Segunda Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhaga, 1876, a instituição do Dia Internacional da Mulher.
Posteriormente, em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram marcadas por manifestações de trabalhadoras russas por melhores condições de vida e trabalho e contra a entrada da Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial. Os protestos foram brutalmente reprimidos, precipitando o início da Revolução de 1917.
O Dia Internacional da Mulher e a data de 8 de março são comummente associados a dois fatos históricos que teriam dado origem à comemoração. O primeiro deles seria uma manifestação das operárias do setor têxtil nova-iorquino ocorrida em 8 de março de 1857 (segundo outras versões, em 1908), quando trabalhadoras ocuparam uma fábrica, em protesto contra as más condições de trabalho. A manifestação teria sido reprimida com extrema violência. Segundo essa versão, as operárias foram trancadas dentro do prédio, o qual foi, então, incendiado. Em consequência, cerca de 130 mulheres morreram. O outro acontecimento é o incêndio de uma fábrica, ocorrido na mesma data e na mesma cidade. Não existe consenso historiográfico quanto a esses dois fatos, nem sequer sobre as datas, o que gerou mitos sobre esses acontecimentos. Alguns historiadores afirmam que o incêndio de 1857 não ocorreu (pelo menos, não naquela data), e defendem a ideia de que o incêndio relacionado ao Dia Internacional da Mulher fora, de fato, o incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist, em Nova York, no dia 25 de março de 1911 (ou seja, um ano depois de a proposta de criação do Dia Internacional da Mulher ser apresentada por Clara Zetkin, durante a II Conferência Internacional de Mulheres Socialistas, em Copenhague). A Triangle empregava 600 trabalhadores, em sua maioria mulheres imigrantes. Na tragédia, 146 pessoas morreram, sendo 125 mulheres e 21 homens.
Na antiga União Soviética, durante o estalinismo, o Dia Internacional da Mulher tornou-se elemento de propaganda partidária.
Nos países ocidentais, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado no início do século, até a década de 1920. Depois, a data foi esquecida por longo tempo e somente recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960. Na atualidade, a celebração do Dia Internacional da Mulher perdeu parcialmente o seu sentido original, adquirindo um caráter festivo e comercial. Nessa data, os empregadores, sem certamente pretender evocar o espírito das operárias grevistas do 8 de março de 1917, costumam distribuir rosas vermelhas ou pequenos mimos entre suas empregadas.
Em 1975, foi designado pela ONU como o Ano Internacional da Mulher e, em dezembro de 1977, o Dia Internacional da Mulher foi adotado pelas Nações Unidas, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.

Origem
A ideia de instituir o Dia Internacional da Mulher surge na virada do século XX, no contexto da Segunda Revolução Industrial e da Primeira Guerra Mundial, quando ocorre a incorporação da mão-de-obra feminina, em massa, na indústria.
O primeiro Dia Internacional da Mulher foi celebrado em 28 de fevereiro de 1909 nos Estados Unidos, por iniciativa do Partido Socialista da América, em memória do protesto das operárias da indústria do vestuário de Nova York contra as más condições de trabalho. 
Em 1910, ocorreu a primeira conferência internacional de mulheres, em Copenhaga, dirigida pela Internacional Socialista, quando foi aprovada proposta da socialista alemã Clara Zetkin, de instituição de um Dia Internacional da Mulher, embora nenhuma data tivesse sido especificada.
No ano seguinte, o Dia Internacional da Mulher foi celebrado a 19 de março, por mais de um milhão de pessoas, na Áustria, DinamarcaAlemanha e Suíça.
Poucos dias depois, a 25 de março de 1911, um incêndio na fábrica da Triangle Shirtwaist mataria 146 trabalhadores - a maioria costureiras. O número elevado de mortes foi atribuído às más condições de segurança do edifício. Este foi considerado como o pior incêndio da história de Nova Iorque, até 11 de setembro de 2001. Para Eva Blay, é provável que a morte das trabalhadoras da Triangle se tenha incorporado ao imaginário coletivo, de modo que esse episódio é, com frequência, erroneamente considerado como a origem do Dia Internacional da Mulher.
Em 1915Alexandra Kollontai organizou uma reunião em Christiania (atual Oslo), contra a guerra. Nesse mesmo ano, Clara Zetkin faz uma conferência sobre a mulher.
Na Rússia, as comemorações do Dia Internacional da Mulher foram o estopim da Revolução russa de 1917. Em 8 de março de 1917 (23 de fevereiro pelo calendário juliano), a greve das operárias da indústria têxtil contra a fome, contra o czar Nicolau II e contra a participação do país na Primeira Guerra Mundial precipitou os acontecimentos que resultaram na Revolução de Fevereiro. Leon Trotsky assim registrou o evento: “Em 23 de fevereiro (8 de março no calendário gregoriano)estavam planeadas ações revolucionárias. Pela manhã, a despeito das diretivas, as operárias têxteis deixaram o trabalho de várias fábricas e enviaram delegadas para solicitarem sustentação da greve. Todas saíram às ruas e a greve foi de massas. Mas não imaginávamos que este ‘dia das mulheres’ viria a inaugurar a revolução”. 
Após a Revolução de Outubro, a feminista bolchevique Alexandra Kollontai persuadiu Lenine a torná-lo um dia oficial que, durante o período soviético, permaneceu como celebração da "heroica mulher trabalhadora". No entanto, o feriado rapidamente perderia a vertente política e tornar-se-ia uma ocasião em que os homens manifestavam simpatia ou amor pelas mulheres - uma mistura das festas ocidentais do Dia das Mães e do Dia dos Namorados, com ofertas de prendas e flores, pelos homens às mulheres. O dia permanece como feriado oficial na Rússia, bem como na BielorrússiaMacedóniaMoldávia e Ucrânia.
Na Checoslováquia, quando o país integrava o Bloco Soviético (1948 - 1989), a celebração era apoiada pelo Partido Comunista. O MDŽ (Mezinárodní den žen, "Dia Internacional da Mulher" em checo) era então usado como instrumento de propaganda do partido, visando convencer as mulheres de que considerava as necessidades femininas ao formular políticas sociais. A celebração ritualística do partido no Dia Internacional da Mulher tornou-se estereotipada. A cada dia 8 de março, as mulheres ganhavam uma flor ou um presentinho do chefe. A data foi gradualmente ganhando um caráter de paródia e acabou sendo ridicularizada até mesmo no cinema e na televisão. Assim, o propósito original da celebração perdeu-se completamente. Após o colapso da União Soviética, o MDŽ foi rapidamente abandonado como mais um símbolo do antigo regime.
No Ocidente, o Dia Internacional da Mulher foi comemorado durante as décadas de 1910 e 1920. Posteriormente, a data caiu no esquecimento e só foi recuperada pelo movimento feminista, já na década de 1960, sendo, afinal, adotado pelas Nações Unidas, em 1977. A data mantém hoje relevância internacional, e a própria ONU continuava a dinamizá-la, como sucedeu em 2008, com o lançamento de uma campanha, “As Mulheres Fazem a Notícia”, destinada a chamar a atenção para a igualdade de gênero no tratamento de notícias na comunicação social mundial. 


Hoje foi dia de fisioterapia.
Na clínica, enquanto fazia tratamento, fui abordada por uma senhora que me perguntou o que eu tinha e se era de nascença.
Eu, sem qualquer tipo de problema, tentei responder e da forma mais clara possível, a todas as perguntas da senhora.
E não é que ela ficou comovida com a minha história?...
É que deu-me mesmo a ideia que, quando se afastou, a senhora ia com lágrimas nos olhos…
Eu até me senti mal: eu não queria fazer a senhora chorar.


Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.



segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Dia Raro (29/02/2016)



Olá amigos, como estão?

Hoje, dia 29 de Fevereiro de 2016, assinala-se o Dia das Doenças Raras.
A data é comemorada anualmente no último dia de Fevereiro em mais de 80 países do mundo e visa alertar a população para este tipo de doenças e para as dificuldades que os doentes que padecem de doenças raras enfrentam diariamente.

Este é também o meu dia, pois também eu padeço de uma doença rara: ataxia de Friedreich.
E eu, como pessoa “rara” que sou, sinto-me muitas vezes como que amaldiçoada por essa raridade: se é isto que significa ser raro, então quem me dera ser comum…
Quando uma pessoa é “agraciada” com uma doença rara, essa pessoa não se sente galardoada, antes marcada. Não se sente distinguida, antes diferente. Acima de tudo, sente-se traída: pelo próprio corpo, pela genética, pelo ADN…
E desemparada, muito desemparada…
Sentimo-nos sufocar pela n/ própria impotência e incapacidade.
Agonizamos com a lentidão dos homens e da ciência.
Ficamos frustrados e enojados com a dura e cruel verdade do mundo das empresas farmacêuticos, quando confrontados com a triste realidade de que o lucro fala sempre mais alto.
E nós por aqui continuamos a pairar, a pedir licença, por favor, e desculpa para e por existir.





domingo, 28 de fevereiro de 2016

Palavras soltas (28/02/2016)

Olá, como estão?


Com toda a certeza que já ouviram falar das polémicas declarações de Cristiano Ronaldo (“Se todos estivessem ao meu nível, estaríamos em 1.º lugar.”), no rescaldo da derrota do Real Madrid frente ao Atlético de Madrid.
Ele diz agora que foi mal-entendido e que nunca quis dizer que se achava melhor que os colegas.
(Abro aqui um parêntesis para esclarecer que não sou fã de Cristiano Ronaldo. Acho-o até irritante e vaidoso, apesar de reconhecer que ele é um bom profissional, dedicado e trabalhador, apaixonado pelo que faz. E com isto, fecho aqui este parêntesis.)
E eu até acredito…
Eu já tive oportunidade de ouvir as famigeradas declarações e acredito que ele não se quis pôr acima de ninguém: apenas se sentia triste, frustrado e injustiçado.


Agora, ando numa de concorrer a concursos literários.
Até à data, já concorri a 4:
- “Outubro Rosa”, organizado por um blogue brasileiro, http://dicasderoberth.blogspot.pt/2015/10/portugal-no-outubro-rosa-literario.html
- “Um conto de Natal”, organizado pela Câmara Municipal do Sardoal, http://aprocuradeumahistoria.blogspot.pt/2015/12/a-carta.html
- “Odemira Literária”, organizado pela Câmara Municipal de Odemira – estou à espera dos resultados
- “Prémio Literacidade”, organizado por uma editora brasileira – os resultados devem ser anunciados lá para o Verão
E já tenho mais 2 na calha, também brasileiros.
À medida que for tendo os resultados, darei aqui conta dos mesmos.


E por agora é tudo.
Até uma próxima oportunidade.



sábado, 27 de fevereiro de 2016

O ser e o parecer (27/02/2016)


Olá, como estão?


Hoje estou aqui para desabafar.
Por isso, desde já peço desculpa pela linguagem que eu possa vir a utilizar.

Porque é que há pessoas não que aceitam um “não” como resposta?...
Eu sei, a persistência é uma virtude e que há situações e situações.
Não é à toa que até há aquele ditado: “Água mole em pedra dura tanto dá até que fura”.
Mas, por vezes, tanta insistência é ridículo e uma verdadeira falta de respeito.
Lembro-me de uma situação que aconteceu comigo, há já alguns anos: eu estava ligada a uma organização e quando quis sair, fui convidada a continuar. Se por um lado fiquei lisonjeada com o convite, por outro fui obrigada a recusar, pois já não me sentia em condições – para o bem e para o mal, eu sou assim: quando visto uma camisola, visto mesmo essa camisola e faz-me imensa confusão quem o finge. Ou sim, ou sopas.
Infelizmente, a minha recusa não foi levada a sério. Ou pelo menos, assim o senti.
Fiquei até ofendida: porque é que ninguém me ouvia e como é que podiam ser tão egoístas?
Lá por parecer bem, não quer dizer que esteja bem.
Finalmente, depois de muito gritar e esbracejar – ou pelo menos, assim me pareceu –, ouviram-me.
Porque eu realmente já não me sentia em condições.
E se há anos eu já me sentia assim, agora, claro está, a situação piorou. E muito!


Já ouviram falar daquele cartaz do Bloco de Esquerda a favor da adpção por casais do mesmo sexo, com a imagem de Jesus Cristo e com a frase “Jesus também tinha 2 pais”?
Tanto falatório, tanta polémica!
Quando me apercebi de todo o burburinho, só me lembrei de William Shakespeare: Muito barulho por nada, Much ado about nothing.
Compreendo e aceito que possa haver quem se sinta incomodado pelo cartaz, mas raios, algumas reacções têm sido excessivas, mesmo a roçar a histeria.
Eu, e falo só e apenas por mim, fui educada no seio da fé católica (Baptismo, Primeira Comunhão e Crisma – recebi todos estes sacramentos) e não me sinto minimamente incomodada pelo cartaz.
Mas também, vamos lá a ver as coisas com olhos de ver: o cartaz não diz mentira nenhuma, Jesus tinha mesmo 2 pais: Deus e S. José.
A mente das pessoas é que insiste em ver o que não está lá.


E ainda vou continuar no assunto Jesus.
É que há uma coisa que sempre me fez muita confusão: se o nascimento de Jesus é sempre assinalado a 25 de Dezembro, porque é que a Sua morte e ressurreição não são assinaladas também em dias certos, fixos?
Ou sou só eu que faz esta pergunta?...
Se calhar, até sou…


E por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.