quinta-feira, 12 de maio de 2016

Público versus privado (12/05/2016)



Olá, como estão?


Hoje assinala-se o Dia Internacional do Enfermeiro:

Este dia visa homenagear todos os enfermeiros do mundo e relembrar a importância destes profissionais da enfermagem na prestação de cuidados de saúde à população em geral. É o dia do calendário em que todos os enfermeiros do mundo estão de parabéns, sendo que eles celebram a vida e a enfermagem todos os dias do calendário.
Origem da Data
O Dia Internacional do Enfermeiro foi criado pelo Conselho Internacional de Enfermeiros que todos os anos distribui um kit informativo deste dia e elege um tema para a celebração (em 2016: "Enfermeiros: uma força de mudança - melhorando a resiliência dos sistemas de saúde"). A data foi escolhida por assinalar o aniversário do nascimento de Florence Nightingale (a 12 de maio), que é encarada como a fundadora da enfermagem moderna.
Atividades do Dia Internacional da Enfermagem
Para comemorar a data decorrem vários simpósios e conferências pelo país e pelo mundo com vista à análise de vários aspetos da profissão, assim como à identificação de novas perspetivas e desafios que se impõem diariamente aos enfermeiros. Da mesma forma, esta classe de profissionais tenta apelar a um estilo de vida saudável junto da população, com a realização de campanhas, exibição de vídeos, etc.


Como agora se tem falado muito da polémica do financiamento estatal aos colégios privados, vou agora atrever-me a dar a minha opinião. E é assim: cada caso é um caso diferente e todos têm que ser analisados e avaliados individualmente, pois onde não há estabelecimentos de ensino público é claro que os colégios privados devem ser apoiados para poderem prestar um serviço público. Mas onde ambos coexistem, sou contra esse mesmo apoio. Total e completamente, pois o erário público não tem nada que estar a pagar a colégios privados, quando há escolas públicas para o mesmo efeito. Quando há as duas hipóteses e mesmo assim querem optar pelo privado, têm bom remédio: paguem! Agora, descurar e abandonar o ensino público, por causa do ensino privado, nem pensar!!!


Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.






quarta-feira, 11 de maio de 2016

Trovoadas de Maio (11/05/2016)



Olá, como estão?


A minha mãe sempre disse que Maio é o mês das trovoadas.
E na verdade, tem trovejado.
E eu A-D-O-R-O uma boa trovoada.
Medo, não tenho. Mas respeito, sim.
Lembro-me sempre de uma trovoada a que assisti, em criança: devia ter por volta de 7 anos e vinha da escola. Já bem perto de casa, vejo desenhado um trovão, enorme e brilhante, num céu molhado e cinzento por cima dumas hortas (essas hortas já não existem: no lugar delas ergue-se agora uma urbanização). Lembro-me que chovia torrencialmente e que era hora de almoço.
Quando era bem pequena, diziam-me que os trovões aconteciam quando as nuvens chocavam umas com as outras.


Por hoje é tudo.
Até á próxima oportunidade.



quinta-feira, 5 de maio de 2016

Espigadices (05/05/2016)

Olá, como estão?


Hoje, dia 05 de Maio, assinala-se a Quinta-feira da Ascensão. Ou Dia da Espiga. Aqui onde vos escrevo, em pleno concelho de Santarém, não é feriado municipal, mas em vários municípios do distrito de Santarém (e não só), é.
Senão, vejamos: o distrito de Santarém é constituído por 21 municípios (Abrantes, Alcanena, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Constância, Coruche, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Mação, Ourém, Rio Maior, Salvaterra de Magos, Santarém, Sardoal, Tomar, Torres Novas, Vila Nova da Barquinha), sendo que 13 municípios não celebram o seu feriado municipal na Quinta-feira da Ascensão (Abrantes – 14 de Junho, Alpiarça – 02 de Abril,
Constância – Segunda-feira após o Domingo de Páscoa, Coruche – 17 de Agosto, Entroncamento – 24 de Novembro, Ferreira do Zêzere – 13 de Junho, Mação – Segunda-feira de Páscoa, Ourém – 20 de Junho, Rio Maior – 06 de Novembro, Santarém – 19 de Março, Sardoal – 22 de Setembro, Tomar – 01 de Março, Vila Nova da Barquinha – 13 de Junho). Os restantes 8 (Alcanena, Almeirim, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Golegã, Salvaterra de Magos, Torres Novas) celebram o seu feriado municipal nesta data.


Não sei se com vocês acontece o mesmo, mas há uma coisa que me faz imensa confusão: porque é que nos folhetos promocionais dos super e hipermercados vem sempre a designação “Red fish” e nunca “Peixe encarnado”?
Se “Red fish” quer dizer, literalmente, “Peixe encarnado”… Só que enquanto a primeira é a designação em inglês, a segunda é em português. E da última vez que vi, ainda estamos em Portugal.

Faz-me lembrar uma vez, há já perto de 20 anos, num restaurante em plena Serra da Lousã, que na ementa tinham “Bife com champignons”.
Eu estive mesmo para perguntar qual era a diferença entre champignons e cogumelos (champignons é a palavra francesa para cogumelos), mas acabei por não o fazer.
E foi o meu erro.


Quem tem TV por cabo, nomeadamente o canal AXN, com certeza que já viu a promoção à série “Quantico”.
E há uma coisa que, para mim, é um erro flagrante de tradução.
A palavra “deception” que se ouve, para mim, não quer dizer “decepção”, mas sim “engano”. Pelo menos, naquela situação específica…


Tem vindo a público os resultados obtidos pela Maratona da Saúde: 57 mil euros para a investigação das doenças neurodegenerativas (https://www.telecom.pt/pt-0pt/media/noticias/Paginas/2016/maio/maratona_saude_2016.aspx).
Perdoem-me o pessimismo (eu prefiro chamar-lhe realismo), mas essa quantia representa tão somente uma simples e ínfima gota de água num imenso oceano.


Lembram-se de eu ter falado nuns concursos literários em que eu entrei?
Pois em, um desses foi o “Odemira literária – Concurso para a igualde do género 2015”.
Eu participei com um conto, “Uma coisa cor de burro quando foge”, que podem lerem no meu outro blogue, “À procura de uma história” (http://aprocuradeumahistoria.blogspot.pt/2016/05/uma-coisa-cor-de-burro-quando-foge_3.html).


E já tenho em meu poder um exemplar do livro “Um livro num dia – Contos do amanhecer que logo entardeceu, Vol. II” (Chiado Editora), uma antologia de contos onde eu participo com o trabalho “O ar que nos deu” (página 57).


Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

À sombra de um salgueiro (25/04/2016)



Olá, como estão?


Hoje, dia 25 de Abril, assinala-se o Dia da Liberdade.

Eu não sei, nem quero imaginar, o que é viver sem liberdade. Sem liberdade para falar. Sem liberdade para agir. Quase sem liberdade para pensar.

Por isso, valorizo a mesma.
Ao mesmo tempo, valorizo a democracia.
E vejo a fragilidade e vulnerabilidade desta, pois se não cuidarmos dela, ela morre.
Pois a democracia depende só e apenas dos homens.
E os homens são frágeis. E vulneráveis.


Curiosamente, hoje o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, está em Santarém para homenagear Salgueiro Maia.
Logo no 1.º ano de mandato.
Quando penso no antecessor dele, Aníbal Cavaco Silva…
Aliás, foi o mesmo Aníbal Cavaco Silva, enquanto primeiro-ministro, que em 1989 recusou conceder ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, quando este já se encontrava bastante doente, uma pensão por “Serviços excepcionais e relevantes prestados ao país”, isto depois do conselho Consultivo da Procuradoria Geral da República ter aprovado o parecer por unanimidade.
Mas foi o mesmo primeiro-ministro Cavaco Silva que em 1992, assinou os pedidos de reforma de 2 inspectores da polícia fascista PIDE/DGS, António Augusto Bernardo, último e derradeiro chefe da polícia política em Cabo Verde, e Óscar Cardoso, um dos agentes que se barricaram na sede António Maria Cardoso e dispararam sobre a multidão que festejava a liberdade.
Dualidades…


E por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.






domingo, 24 de abril de 2016

Uma boa notícia (24/04/2016)

Olá, como estão?


Lembram-se de ontem eu ter falado numa iniciativa da Chiado Editora, a segunda edição de “Um Livro Num Dia”?
Pois bem, tive a excelente notícia que o meu trabalho foi seleccionado para integrar a obra em questão.
Para mais informações, podem consultar https://www.chiadoeditora.com/livraria/um-livro-num-dia-vol-ii e caso o desejem adquirir, podem-no fazer através do mesmo site.
Boa leitura!


Ontem vi na televisão uma recomendação do IPMA – Instituto Português do Mar e da Atmosfera: que vêm aí calor, mas que as pessoas têm que ter presente que as praias ainda não estão vigiadas.
Quando eu ouvi esta (boa) notícia, logo fui consultar o site do IPMA (http://www.ipma.pt), para ver que calor aí vinha.
Afinal, parece que esse tal calor refere-se só a hoje e amanhã. Depois a temperatura volta a descer para os 20ºC/21ºC. Pelo menos, assim parece.


E às vezes não vos dá vontade de apenas gritar ou partir alguma coisa?...
Sabe tão bem…




Por hoje é tudo.
Até à próxima oportunidade.



sábado, 23 de abril de 2016

Terra, Livros e Sol (23/04/2016)

Olá, como estão?


Ontem, dia 22 de Abril, foi o Dia Mundial da Terra.


E hoje, dia 23 de Abril, é Dia Mundial do Livro.
Para assinalar esta data, está a decorrer, em Lisboa, uma iniciativa da Chiado Editora: a segunda edição de “Um Livro Num Dia”, uma antologia de contos.

(Para mais informações, pode consultar https://www.facebook.com/ChiadoEditora/?fref=ts)


E vocês não estão já fartos deste tempo?



Por hoje, é tudo.
Até à próxima oportunidade.




sexta-feira, 1 de abril de 2016

Ver-tira ou men-dade?... (01/04/2016)



Olá, como estão?


Hoje, dia 01 de Abril, assinala-se o Dia das Mentiras.

O Dia das Mentiras celebra-se com alegria a 1 de Abril.
Mentiras do Dia 1 de Abril
Manda a tradição que neste dia as pessoas contem mentiras e que surpreendam os outros com fatos ou atos inesperados. Para fazer com que as pessoas acreditem na sua história do Dia das Mentiras, deve contar algo que posso acontecer com naturalidade ou regularidade. Desta forma, conseguirá facilmente que os outros acreditem naquilo que conta e será levado a sério.
Os meios noticiosos, nomeadamente jornais, televisões e rádios também contam "histórias fictícias" no dia 1 de Abril. Estas histórias falsas são reveladas no dia seguinte.
O motor de busca Google é outra entidade que adere ao Dia das Mentiras e anuncia novidades (falsas) no dia 1 de Abril. As redes sociais são, cada vez mais, um dos locais onde proliferam as mentiras do dia 1 de Abril.
Origem do Dia das Mentiras
O Dia das Mentiras surgiu por brincadeira na França, no reinado de Carlos IX. Nessa época, o ano novo era comemorado a 25 de Março, com a chegada da primavera. As festas, que incluíam troca de presentes, duravam uma semana e terminavam a 1 de Abril.
Em 1564, com a adoção do calendário gregoriano, o rei decidiu que o ano novo deveria passar a comemorar-se a 1 de Janeiro. Alguns franceses não aceitaram a mudança no calendário e continuaram com a tradição antiga. A população que adotou o novo calendário decidiu então brincar com os "conservadores" enviando-lhes presentes estranhos e convites para festas inexistentes. Com o passar do tempo, a brincadeira alastrou-se a outros países da Europa e, mais tarde, para outros continentes.


Em relação aos vencimentos dos deputados, eu defendo a exclusividade, para evitar confusões.
Mas parece que a lei portuguesa permite aos deputados optarem por estarem só a tempo parcial, usufruindo metade do vencimento.
Também sou contra.
Cá para mim, os deputados deviam ser pagos à hora.
E só recebiam mediante as horas de trabalho.
Assim, haveria uma proporcionalidade entre o trabalho efectuado e o vencimento auferido.
E evita-se certas situações, tai como um deputado estar a tempo parcial, quase nunca pôr os pés na AR, mas continuar a auferir metade do vencimento.


Vi numa notícia que iriam ser criados balcões de atendimento para deficientes.
Confesso que, quando vi o título, não fiquei entusiasmada.
(Abro aqui um parêntesis para explicar que estou numa cadeira de rodas.)
Parecia-me uma medida mais de exclusão do que inclusão, percebem o que eu quero dizer?
Mas depois de ler o artigo, percebi: o que se pretende é criação de balcões especializados em assuntos relacionados com a deficiência – pelo menos, foi isso que percebi..


Por último quero aqui partilhar um poema, “Dois Rumos” de Carlos Drummond de Andrade:

Mentir, eis o problema:
minto de vez em quando
ou sempre, por sistema?

Se mentir todo dia,
erguerei um castelo
em alta serrania

contra toda escalada,
e mais ninguém no mundo
me atira seta ervada?

Livre estarei, e dentro
de mim outra verdade
rebrilhará no centro?

Ou mentirei apenas
no varejo da vida,
sem alívio de penas,

sem suporte e armadura
ante o império dos grandes,
frágil, frágil criatura?

Pensarei ainda nisto.
Por enquanto não sei
se me exponho ou resisto,

se componho um casulo
e nele me agasalho,
tornando o resto nulo,

ou adiro à suposta
verdade contingente
que, de verdade, mente.

Carlos Drummond de Andrade, in ‘Boitempo’ 


Por hoje, é tudo.

Até uma próxima oportunidade.