quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Aguaceiros (12/10/2016)

Olá, como estão?


Em relação às eleições presidenciais norte-americanas no próximo dia 08 de Novembro de 2016 e apesar de só se falar nas candidaturas de Hillary Clinton (Partido Democrata) e Donald Trump (Partido Republicano), na verdade há quatro candidatos. Além dos dois já mencionados, há mais duas candidaturas: Gary Johnson (Partido Libertário) e Jill Stein (Partido Verde).
Quanto àquela personagem que dá pelo nome de Donald Trump, pouco ou nada há a acrescentar ao muito que já foi dito – é asqueroso e pronto. Mas não chego ao ponto do actor Robert de Niro, de comparar a personagem com um cão, porque considero isso ofensivo para os cães.
Agora que eu adorava que nenhum dois (Clinton ou Trump) ganhasse, ai lá isso gostava… Era tão giro…
Sabem quem eu gostava que ganhasse?... A Jill Stein…
Assim, sempre seria uma mulher. Só que em vez da Hillary Clinton, seria a Jill Stein a ser a 1.ª mulher eleita Presidente dos EUA.


E viram aquela pretensa “manifestação pacífica“ dos taxistas contra a Uber?
Anedótico.
Quer dizer, eu acho muito bem que se os motoristas da Uber têm os direitos, também tenham que ter os deveres – isso é da mais elementar justiça.
Mas, e estou a falar só por mim, quer-me parecer que os taxistas já não querem só isso – a mim cheira-me mais a monopólio. Limitar o n.º de carros da Uber?...
Mas os taxistas perderam toda a razão que poderiam ter, quando fizeram isto:
Agora, é identificar os autores e obriga-los a pagar, não só o arranjo do carro, como uma indeminização aos ocupantes.
Mas o mais surpreendente é o Presidente da Federação Portuguesa de Táxis (acho que é este o nome…) dizer que está muito orgulhoso do comportamento de quem esteve na manifestação.
Perante isto, das duas, uma: ou ele esteve noutra manifestação, ou ele defende e apoia actos do mais puro vandalismo.
(Não sei porquê, toda esta situação faz-me lembrar uma visita do Benfica ao F.C.Porto, no 1.º ano de Jorge Jesus como treinador do Benfica, quando o autocarro do Benfica foi atacado e vandalizado: toda a gente a ver o que se estava a passar e o porta-voz da PSP a dizer que não se passava nada, que estava tudo normal.)
Sem comentários.


Ontem e hoje choveu – pelo menos aqui, no concelho de Santarém.
Já tinha saudades de ouvir chover…

Chuva
Chuva, caindo tão mansa,
Na paisagem do momento,
Trazes mais esta lembrança
De profundo isolamento.

Chuva, caindo em silêncio
Na tarde, sem claridade...
A meu sonhar d'hoje, vence-o
Uma infinita saudade.

Chuva, caindo tão mansa,
Em branda serenidade.
Hoje minh'alma descansa.
— Que perfeita intimidade!...

Francisco Bugalho, in "Paisagem" 


Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.






quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Republicanices (05/10/2016)

Olá, como estão?


Ontem, dia 04 de Outubro, foi Dia Mundial do Animal.
E hoje, dia 05 de Outubro¸ é Dia da Implantação da República
Portuguesa.

Quanto a animais, cá em casa estamos bem servidos: 1 cão (Félix), 3 gatas (Nucha, Nikita e Chiquita) e 2 coelhos (Orelhas e Branquinha) – friso apenas que os coelhos estão separados, cada um na sua coelheira, pois como já Hal Boyle[1] dizia, "O medo é a única coisa que se multiplica mais depressa que um casal de coelhos.”
Quanto ao dia 05 de Outubro, o 106º aniversário da Implantação da República Portuguesa (foi em 1910), após alguns anos, volta a ser feriado. E ainda bem! Já o disse e volto a dizer: sempre achei uma tremenda idiotice acabarem com os feriados. E os supostos objectivos desse fim nunca foram cumpridos.


Eu nunca falei aqui das eleições americanas, mas meu Deus!... Aquele Donald Trump é mesmo um total e completo imbecil. Como se costuma dizer, não dá uma para caixa. Daquela cabecinha, não escorre uma única ideia que se aproveite: só serve para ter aquela ridícula cabeleira. Quer-se dizer, ele até tem ideias (fascistas e reacionárias), mas não é nada de jeito.
Anda tudo muito preocupado com a ascensão da extrema-direita – o que é, na verdade, preocupante. Mas e nos EUA? Se calhar quem vai para a Casa Branca é ainda pior…
Não resisto aqui a partilhar uma imagem que vi no Facebook. Para quem não fala inglês, aqui fica a tradução:

Donald Trump: Os imigrantes ilegais DEVEM ser enviados para os países de origem.
Americano nativo: Ohhh! A sério?? Então quando é que vais?


Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.





[1]  Jornalista norte-americano, vencedor do Prémio Pulitzer (24/07/1911 – 01/04/1974)

domingo, 25 de setembro de 2016

Dia Internacional das Ataxias (25/09/2016)



Olá, como estão?


Hoje, dia 25 de Setembro, assinala-se, um pouco por todo o mundo, o DIA INTERNACIONAL DAS ATAXIAS.

Como atáxica que sou, esta questão fala-me mais ao coração.

Deixo-vos apenas com uma série de cartazes, alusivos à ataxia.


Até uma próxima oportunidade.









quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Investigações, soluções e situações (22/09/2016)

Olá, como estão?


Há quanto tempo…
Sabem como é… A preguicite… É terrível.


Hoje é o 1.º dia do Outono – a minha estação do ano preferida.


É já no próximo Domingo, 25 de Setembro, que se assinala o Dia Internacional das Ataxias.
E infelizmente, por motivos estritamente pessoais, não me vai ser possível marcar presença no Encontro Ibérico de Ataxias Hereditárias, a ter lugar em Coimbra, nos próximos dias 24 e 25 de Setembro de 2016.




No entanto, deixo aqui o convite a todos para estarem presentes, acompanhado de um desafio: venham conhecer e abraçar esta causa.
Para tal, apenas se solicita a  inscrição em http://encontroibericoataxias.pt/.





E li esta frase, num grupo do Facebook dedicado às ataxias: “Quero saber se tem soluções, não pesquisas”.
Estas frases tiram-me do sério. Mas mesmo.
Eu compreendo a frustração, muitas vezes desespero, das pessoas: verem a sua situação degradar-se de dia para dia e continuarem à espera, ad aeternum, de uma cura ou tratamento.
Sei bem como isso é, pois também eu sou atáxica (no meu caso pessoal, tenho ataxia de Friedreich).
Mas bolas, as pessoas têm que perceber, de uma vez por todas, que sem investigações, não há (mesmo!) soluções.
Mas atenção, uma investigação não significa, necessariamente, uma solução.
Infelizmente, não é assim que as coisas funcionam.
Na minha perspectiva (e atenção, esta é só a minha perspectiva), as coisas funcionam um pouco por tentativa e erro.
E mesmo quando uma investigação apresenta resultados promissores, também aí a situação não se traduz, imediatamente, em solução.
Afinal, estamos a falar de doenças raras. Doenças órfãs.
Como tal, de medicamentos órfãos. Vocês sabem, aqueles medicamentos que se destinam a uma franja reduzida do grande público e que, como resultado, não representam grande margem de lucro.
Ou seja, logo aí isso representa um grande e grave entrave ao desenvolvimento.
Num mundo onde, cada vez mais, o dinheiro fala mais alto (“Money makes the world go round” (o dinheiro faz o mundo girar), já cantava Liza Minnelli no filme “Cabaret”, de 1972), para qualquer empresa farmacêutica manifestar interesse no desenvolvimento do medicamento, o mesmo tem que ser considerado medicamento órfão pelas entidades competentes, a fim de terem direito a esses apoios.
Ou seja, bem vistas as coisas, as empresas farmacêuticas têm que ser PAGAS para desenvolver o medicamento.
E mesmo depois desse desenvolvimento (que pode levar anos), também aí não há uma solução imediata.
Porque primeiro temos os ensaios clínicos, necessários para testarem a segurança, eficácia e tolerabilidade do medicamento.
O que representa mais anos.
Para mim, na melhor das hipóteses e contando que corra sempre tudo bem, sem revezes, entre o desenvolvimento e o termos acesso ao medicamento, há uma distância de 10 anos.
Que pode ser menos. Mas que também pode ser mais.
Mas atenção, quero aqui frisar que eu realmente acredito que, mais tarde ou mais cedo¸ vão descobrir uma cura para a ataxia.
Infelizmente, também acredito que vai ser mais tarde.


Já começaram as aulas.
Por causa da polémica dos contractos de associação, li uma crónica sobe o 1.º dia de aulas de um aluno que teve que transitar para o ensino público (http://porfalarnoutracoisa.sapo.pt/2016/09/fui-transferido-do-colegio-para-escola.html?m=1). Hilariante!!!


Bom, por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.





sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Clic (19/08/2016)


Olá, como estão?


Hoje, dia 19 de Agosto, assinala-se o Dia Mundial da Fotografia.

Origem da data
A celebração da data tem origem na invenção do daguerreótipo, um processo fotográfico desenvolvido por Louis Daguerre em 1837.
Mais tarde, em janeiro de 1839, a Academia Francesa de Ciências anunciou a invenção do daguerreótipo e a 19 de agosto do mesmo ano o governo francês considerou a invenção de Daguerre como um presente "grátis para o mundo".
Outro processo fotográfico - o calótipo, inventado também em 1839 por William Fox Talbot, fez com que o ano de 1839 fosse considerado o ano da invenção da fotografia.
Comemoração da data
No dia Mundial da Fotografia decorrem várias iniciativas para celebrar a data, como por exemplo, workshops, maratonas de fotografia, concursos e palestras. O Dia Mundial da Fotografia consiste na celebração da arte de fotografar. Desde o fotógrafo amador ao profissional, neste dia o objetivo é reviver o amor pela fotografia. Com a proliferação da fotografia digital e dos telemóveis com câmaras, praticamente qualquer pessoa pode aventurar-se na fotografia no mundo atual.
A fotografia serve para eternizar momentos, para guardar recordações, para contar histórias em imagens, sem palavras, para mostrar um modo pessoal de ver o mundo ou simplesmente para dar prazer ao fotógrafo.
Frases
- Fotografar é elevar um momento à eternidade.
- Fotografar é congelar um momento da vida.
- A fotografia é a arte das memórias e da celebração da vida humana.
- Certas coisas vivem para sempre, se forem fotografadas.
- Fotografar é ver o mundo por outra perspetiva.
- A fotografia mudou a forma de vermos o mundo.
- Com a fotografia os nossos olhares se cruzam.


E tenho aqui que pedir desculpa por esta minha muito longa ausência.
Foi do calor – derreteu-me as ideias…


E sou só eu, ou concordam comigo quando eu digo que é uma verdadeira e completa falta de respeito, as caixas que, nos híperes, de forma abusiva são colocadas nos corredores, dificultando assim a circulação dos clientes?
Será que assim; aquelas almas iluminadas não vêm que estão a afugentar clientes e potenciais clientes?


Os Jogos Olímpicos aí estão.
E claro, a conversa das medalhas.
Mas porque raio se insiste em medir o sucesso desportivo pelo n.º de medalhas alcançadas, ao invés dos resultados conquistados?
É que, bem vistas as coisas, estes JO nem nos têm estado a correr nada mal – pelo menos na minha perspectiva…
Então, além de um 3.º lugar e respectiva medalha de bronze (judo), já temos, pelo menos, um 4.º lugar (canoagem), dois 5.º (triatlo e canoagem), dois 6.º (atletismo – triplo salto)…
Mas sabem o que me dá mais raiva, quase urticária?
Quando os n/dirigentes têm o desplante de pedir medalhas aos atletas. Mas que diacho…? Se os n/estimados dirigentes são os primeiros a ignorar o desporto e a não investirem…
Se eu fosse aos atletas, mandava-os a todos levarem naquele sítio…


Por hoje, é tudo.
Até uma próxima oportunidade.



quarta-feira, 15 de junho de 2016

Presunção e água benta, cada um toma a que quer (15/06/2016)

Olá, como estão?


E pronto!
Ontem foi a estreia de Portugal no Europeu de futebol, em França, frente à Islândia.
E para quem esperava uma vitória folgada da equipa portuguesa, tiveram uma desilusão: empataram 1-1.
Só me apetece dizer: bem feito!
Tanta conversa, tanta conversa… Não é à toa que dizem “Quem muito fala, pouco acerta”.
Eu não vi o jogo todo, mas por acaso vi o golo da Islândia. E a minha alma ficou parva: como é que foi possível? Posso estar enganada, mas eu contei 6/7 jogadores portugueses para 4 jogadores islandeses.
Lembro-me que li que já chegava de nos considerarmos uns coitadinhos e devíamo-nos deixar de falsas modéstias.
Concordo.
Mas tal não deve ser confundido com vaidade.


Um destes dias que passou, estava a ver o programa de variedades “Britain’s Got Talent 2016” (SIC Mulher), quando uma audição, a do mágico Richard Jones, me pareceu estranhamente familiar. Depois de dar voltas à cabeça, lembrei-me da razão: uma das prestações do mentalista Oz Pearlman, no programa de variedades “America’s Got Talent 2015” (SIC Mulher). Mas vejam o que eu quero dizer e digam de vossa justiça:

BGT 2016 – mágico Richard Jones



AGT 2015- mentalista Oz Pearlman




E é já no Sábado!
A festa do 10.º aniversário da APAHE.
Juntem-se a nós!


E ao mexer nuns papéis velhos, descobri esta pérola na forma duma citação:

Esquece a nobre arte de fazer as coisas, existe também a nobre arte de deixar as coisas por fazer. A sabedoria da vida consiste na eliminação das coisas não-essenciais.
                                      
                                                                       Lin Yutang


Por hoje, é tudo.
Até uma próxima oportunidade.



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segunda-feira, 6 de junho de 2016

Coisas & Loisas (06/06/2016)

Olá, como estão?


Anteontem (acho que foi anteontem), quando ouvi o toque inconfundível duma harmónica de um amola-tesouras, pensei logo “Vai chover”.
Foi automático.
Pois foi sempre isto que ouvi: sempre que se ouve um amola-tesouras, quer dizer que vai chover.
Mas não faço a mínima ideia de quais são as bases científicas que sustentam tal afirmação. Ou mesmo se as há.
Agora, o mais engraçado é que são os próprios amola-tesouras a, muito pura e simplesmente, detestar a ideia feita de significarem que vai chover.
Lembro-me que um dia, já há anos, estava a trabalhar, quando passou um amola-tesouras. Um colega, que estava à porta, ao ouvir o toque, disse “Vai chover”. Só que o amola-tesouras ouviu e aquilo é que foi ralhar, dizer palavrões e rogar pragas…


Sabem na nova campanha da Santa Casa da Misericórdia, relativa à nova APP para os jogos?
E já viram aquele spot na paragem de autocarro, com a rapariga a dar ao rapaz o seu n.º de telefone, mas com o rapaz a entender aquilo como n.ºs para jogar no Euromilhões?
Sou só eu, ou aquele spot também faz alusão à Vodafone?
Senão, vejamos: ele menciona 4 números que significam 7 dos 9 dígitos de um n.º: 9-13-20-44. Eu posso estar a ver mal a coisa, mas esse não é um n.º da Vodafone?


E no dia 18 de Junho de 2016 (Sábado) vai ter lugar a festa dos 10 anos da APAHE ­– Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias (http://www.apahe.pt.vu).
Eu vou lá estar.
E vocês?
(Caso deseje também almoçar, pode reservar o seu almoço até 13/06/2016).



Já está a decorrer em Santarém, desde Sábado (04/06/2016), a Feira Nacional da Agricultura, que vai durar até ao próximo Domingo (12/06/2016) e que tem lugar nas instalações do CNEMA – Centro Nacional de Exposições e Mercados Agrícolas, sitas na Quinta das Cegonhas.
Acreditam que eu já não vou à Feira desde que a mesma mudou para o CNEMA, nos primeiros anos da década de 90 do século XX?
Antes disso, ia todos os anos à Feira: lembro-me bem de lá ir à noite, com os meus pais e o meu irmão.
Aliás, entre os meus 5.º e 8.º anos de estudo (5.º e 6.º anos – Escola Preparatória Sá da Bandeira; 7.º e 8.º - Escola Secundária de Marvila), que tiveram lugar em Santarém, eu e os meus colegas eramos visitantes assíduos da Feira, pois o recinto da mesma ficava no caminho para a(s) escola(s). Sempre que tínhamos possibilidade, lá íamos nós pedir autocolantes aos expositores.


Por hoje é tudo.
Até uma próxima oportunidade.