E já fiz a minha árvore de
Natal: muito minimalista, muito simples: branca com bolas encarnadas e uma fita
dourada. Só.
Quanto ao presépio, tenho
uma sagrada família de feltro (tecido).
Hoje, dia 05 de Dezembro,
assinala-se o Dia Internacional do Voluntariado.
A data tem como objetivo
incentivar e valorizar o serviço voluntário em todo mundo.
A data foi proclamada em
dezembro de 1985 pelas Nações Unidas.
Voluntariado em Portugal
Em Portugal, o voluntariado
tem vindo a aumentar, tanto ao nível das organizações que promovem o
voluntariado, como a nível da quantidade de voluntários existentes.
Ainda assim, o número de
voluntários em Portugal é reduzido, se comparado à média europeia.
O voluntariado é um ato de
cidadania, sendo cada vez mais uma componente importante no percurso de vida
das pessoas, contribuindo para reduzir as disparidades sociais e para promover
a necessidade e o dever de ajudar o próximo. Para o voluntário é também um ato
recompensador, ajudando a alcançar o sentimento de auto-realização.
Neste dia realizam-se
atividades como a recolha de alimentos em hipermercados, com cerca de 40 mil
voluntários espalhados pelo país.
Hoje, dia 03 de Dezembro, assinala-se
o Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.
Esta celebração realiza-se
desde 1998, ano em que a Organização das Nações Unidas avançou com a convenção
sobre os direitos das pessoas com deficiência.
A data tem como principal
objetivo a motivação para uma maior compreensão dos assuntos relativos à deficiência
e a mobilização para a defesa da dignidade, dos direitos e do bem-estar destas
pessoas.
Cada ano, o Dia
Internacional das Pessoas com Deficiência, tem um tema específico, que pauta as
atividades e eventos deste dia. Em 2016 o tema é "Alcançando 17 metas para
o futuro que queremos", que chama atenção para os 17 objetivos de
desenvolvimento sustentável da ONU e como estes objetivos podem criar um mundo
mais inclusivo e equitativo para as pessoas com deficiência.
Em Portugal as variadas
instituições realizam distintas atividades para celebrar o dia, tais como
seminários, concursos de frases e ideias, almoços de gala, corridas, entrega de
prémios, espetáculos de teatro, dança e cinema, entre outros, apelando à
participação da população. As atividades levadas a cabo neste dia têm como fim
de consciencializar a população da importância da integração das pessoas
portadoras de deficiência na sociedade. As comemorações nacionais deste dia
estão a cargo do Instituto Nacional para a Reabilitação (INR), I.P.
Deixem-me explicar que esta
minha ausência até foi propositada.
Não só tenho andado com um
problema de saúde, como quis esperar que alguma da poeira, levantada com a eleição
de Trump, assentasse.
Não é segredo que eu não
morro de amores pela figura de Donald Trump. Muito antes pelo contrário. A
figura não se limita a ser execrável. É mais do que isso: é mesmo inenarrável.
Mas pronto, o homenzinho foi
eleito.
E agora, ao que parece, há
estados que querem uma recontagem dos votos. Mas afinal, os americanos não o
elegeram?... Parece aquela história: depois de casa roubada, trancas à porta.
Está bem, a Hillary Clinton
teve mais cerca de dois milhões de votos. Mas mesmo assim perdeu as eleições.
Tudo por causa do Colégio
Eleitoral.
Desculpem lá a sinceridade,
mas esse sistema é uma anedota.
Democracia?!... Devem estar
a gozar comigo…
Se há estados que elegem mais
de 30 delegados, enquanto que outros elegem só 3… Onde está a democracia, num
sistema que rebaixa as pessoas que vivem num estado que elege menos delegados,
enquanto que eleva as pessoas que vivem num estado que elege mais delegados?
Se realmente querem uma
democracia, implantem o sufrágio directo universal. Isso sim, é democracia: uma
pessoa, um voto. Mais nada.
Mas não, o Trumposo diz que
assim é que está bem, que este sistema é ‘genial’.
Pudera, foi o que lhe deu a
vitória.
Agora, vamos ver o que vai
acontecer…
Que ele se vai lixar para o
ambiente e aquecimento global, já eu estava à espera…
Que ele ladre com a ameaça
do fim de reaproximação a Cuba, já eu tenho dúvidas em acreditar que passe
disso mesmo: uma ameaça. Afinal, estamos a falar de negócios que envolvem muito
dinheiro. E Donald Trump é, antes de mais nada, um empresário.
No que eu estou à espera que
vá haver um grande retrocesso, é na investigação científica. Conservador como
ele é…
Hoje lembrei-me de uma série
chinesa ou japonesa, que eu me lembro de ver na minha infância (acho que corria
o ano de 1977) e que eu absolutamente adorava. Se não estou em erro, a série
chamava-se “Lin Chung, o Justiceiro” (em inglês, “The Water Margin“).
Bem que algum dos muitos
canais de televisão podia repetir esta série…
E como eu hoje estou numa de
memórias, lembrei-me de um texto de William Shakespeare de que gosto muito:
Um dia você aprende… – William Shakespeare
Depois de algum tempo você
aprende a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma.
E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre
significa segurança ou proximidade. E começa a aprender que beijos não são contratos,
tão pouco promessas de amor eterno. Começa a aceitar as suas derrotas com a
cabeça erguida e olhos radiantes, com a graça de um adulto – e não com a
tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje,
pois o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, ao passo que o futuro
tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você
aprende que o sol pode queimar se ficarmos expostos a ele durante muito tempo.
E aprende que não importa o quanto você se importa: algumas pessoas
simplesmente não se importam… E aceita que não importa o quão boa seja uma
pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e, por isto, você precisa estar sempre
disposto a perdoá-la.
Aprende que falar pode
aliviar dores emocionais. Descobre que se leva um certo tempo para construir
confiança e apenas alguns segundos para destruí-la; e que você, num instante,
pode fazer coisas das quais se arrependerá para o resto da vida. Aprende que
verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e que, de
fato, os bons e verdadeiros amigos foram a nossa própria família que nos
permitiu conhecer. Aprende que não temos que mudar de amigos: se compreendermos
que os amigos mudam (assim como você), perceberá que seu melhor amigo e você
podem fazer qualquer coisa, ou até coisa alguma, tendo, assim mesmo, bons
momentos juntos.
Descobre que as pessoas com
quem você mais se importa na vida lhe são tiradas muito cedo, ou muito
depressa. Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que verdadeiramente amamos
com palavras brandas, amorosas, pois cada instante que passa carrega a
possibilidade de ser a última vez que as vemos; aprende que as circunstâncias e
os ambientes possuem influência sobre nós, mas somente nós somos responsáveis
por nós mesmos; começa a compreender que não se deve comparar-se com os outros,
mas com o melhor que se pode ser.
Descobre que se leva muito
tempo para se tornar a pessoa que se deseja tornar, e que o tempo é curto.
Aprende que não importa o ponto a que já chegamos, mas para onde estamos, de fato,
indo – mas, se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar servirá.
Aprende que: ou você
controla seus atos e temperamento, ou acabará escravo de si mesmo, pois eles
acabarão por controlá-lo; e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter
personalidade, pois não importa o quão delicada ou frágil é uma situação,
sempre existem dois lados a serem considerados, ou analisados.
Aprende que heróis são
pessoas que foram suficientemente corajosas para fazer o que era necessário
fazer, enfrentando as consequências de seus atos. Aprende que paciência requer
muita persistência e prática. Descobre que, algumas vezes, a pessoa que você
espera que o pontapeie quando cai, poderá ser uma das poucas que o ajudará a
levantar-se. (…) Aprende que não importa em quantos pedaços o seu coração foi
partido: simplesmente o mundo não irá parar para que você possa consertá-lo.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar atrás. Portanto, plante você
mesmo seu jardim e decore sua alma – ao invés de esperar eternamente que alguém
lhe traga flores. E você aprende que, realmente, tudo pode suportar; que
realmente é forte e que pode ir muito mais longe – mesmo após ter pensado não
ser capaz. E que realmente a vida tem seu valor, e, você, o seu próprio e
inquestionável valor perante a vida.
Em relação às eleições
presidenciais norte-americanas no próximo dia 08 de Novembro de 2016 e apesar
de só se falar nas candidaturas de Hillary Clinton (Partido Democrata) e Donald
Trump (Partido Republicano), na verdade há quatro candidatos. Além dos dois já
mencionados, há mais duas candidaturas: Gary Johnson (Partido Libertário) e Jill
Stein (Partido Verde).
Quanto àquela personagem que
dá pelo nome de Donald Trump, pouco ou nada há a acrescentar ao muito que já
foi dito – é asqueroso e pronto. Mas não chego ao ponto do actor Robert de
Niro, de comparar a personagem com um cão, porque considero isso ofensivo para
os cães.
Agora que eu adorava que
nenhum dois (Clinton ou Trump) ganhasse, ai lá isso gostava… Era tão giro…
Sabem quem eu gostava que
ganhasse?... A Jill Stein…
Assim, sempre seria uma
mulher. Só que em vez da Hillary Clinton, seria a Jill Stein a ser a 1.ª mulher
eleita Presidente dos EUA.
E viram aquela pretensa
“manifestação pacífica“ dos taxistas contra a Uber?
Anedótico.
Quer dizer, eu acho muito
bem que se os motoristas da Uber têm os direitos, também tenham que ter os
deveres – isso é da mais elementar justiça.
Mas, e estou a falar só por
mim, quer-me parecer que os taxistas já não querem só isso – a mim cheira-me
mais a monopólio. Limitar o n.º de carros da Uber?...
Mas os taxistas perderam
toda a razão que poderiam ter, quando fizeram isto:
Agora, é identificar os
autores e obriga-los a pagar, não só o arranjo do carro, como uma indeminização
aos ocupantes.
Mas o mais surpreendente é o
Presidente da Federação Portuguesa de Táxis (acho que é este o nome…) dizer que
está muito orgulhoso do comportamento de quem esteve na manifestação.
Perante isto, das duas, uma:
ou ele esteve noutra manifestação, ou ele defende e apoia actos do mais puro
vandalismo.
(Não sei porquê, toda esta
situação faz-me lembrar uma visita do Benfica ao F.C.Porto, no 1.º ano de Jorge
Jesus como treinador do Benfica, quando o autocarro do Benfica foi atacado e
vandalizado: toda a gente a ver o que se estava a passar e o porta-voz da PSP a
dizer que não se passava nada, que estava tudo normal.)
Ontem, dia 04 de Outubro,
foi Dia Mundial do Animal.
E hoje, dia 05 de Outubro¸ é
Dia da Implantação da República
Portuguesa.
Quanto a animais, cá em casa
estamos bem servidos: 1 cão (Félix), 3 gatas (Nucha, Nikita e Chiquita) e 2
coelhos (Orelhas e Branquinha) – friso apenas que os coelhos estão separados,
cada um na sua coelheira, pois como já Hal Boyle[1] dizia, "O medo é a
única coisa que se multiplica mais depressa que um casal de coelhos.”
Quanto ao dia 05 de Outubro,
o 106º aniversário da Implantação da República Portuguesa (foi em 1910), após
alguns anos, volta a ser feriado. E ainda bem! Já o disse e volto a dizer:
sempre achei uma tremenda idiotice acabarem com os feriados. E os supostos
objectivos desse fim nunca foram cumpridos.
Eu nunca falei aqui das
eleições americanas, mas meu Deus!... Aquele Donald Trump é mesmo um total e
completo imbecil. Como se costuma dizer, não dá uma para caixa. Daquela cabecinha,
não escorre uma única ideia que se aproveite: só serve para ter aquela ridícula
cabeleira. Quer-se dizer, ele até tem ideias (fascistas e reacionárias), mas
não é nada de jeito.
Anda tudo muito preocupado
com a ascensão da extrema-direita – o que é, na verdade, preocupante. Mas e nos
EUA? Se calhar quem vai para a Casa Branca é ainda pior…
Não resisto aqui a partilhar
uma imagem que vi no Facebook. Para quem não fala inglês, aqui fica a tradução:
Donald Trump: Os imigrantes
ilegais DEVEM ser enviados para os países de origem.
Americano nativo: Ohhh! A
sério?? Então quando é que vais?
Por hoje é tudo.
Até uma próxima
oportunidade.
[1] Jornalista norte-americano, vencedor do
Prémio Pulitzer (24/07/1911 – 01/04/1974)