quarta-feira, 27 de maio de 2015

Zumbadá, oh eh oh, Zumbadá (27/05/2015)



Olá, como estão?


No próximo Domingo, 31/05/2015, vai ter lugar uma “Zumba solidária”, pelas 10h00, na freguesia de Cadima (concelho de Cantanhede, distrito de Coimbra) e cujas receitas revertem para a APAHE – Associação Portuguesa de Ataxias Hereditárias (http://www.apahe.pt.vu).

Com muita pena minha, não vou poder ir.
É claro que, a ir, não seria pela zumba e sim pelo convívio. E pelo sentimento de estar a contribuir.

Mas para quem pode ir, estão todos convidados!


E com esta, me despeço.
Até à próxima.











segunda-feira, 25 de maio de 2015

Dá-me música (25/05/2015)




Olá, como estão?


Ontem ouvi a Ministra das Finanças portuguesa, Maria Luís Albuquerque, a admitir um corte nas pensões.
É, que elas são muito grandes…
Pelo menos, a minha. E a dos meus pais.
A mulher não está boa da cabeça. Dizer isso assim, a seco?...
E depois queixam-se de ser mal-entendidos. Se eles (o governo português, entenda-se) são os primeiros a porem-se a jeito…
Eu sei que o FMI já tinha vindo com essa lengalenga, mas também, desses filhos-da-p… não esperava outra coisa.
Sabem o que eu digo?
Duas coisas:
Primeiro – somos governados por uma corja de macaquinhos-de-imitação.
Segundo – ai a schnapps… ou, ai o cognac


No passado Sábado, 23/05/2015, foi o Festival Eurovisão da Canção.
A canção portuguesa, “Há um mar que nos separa”, mais uma vez não foi apurada para a final.
Eu não vi o Festival (só vi a fase final da votação), mas eu tinha uma espécie de preferida: a canção belga. Porque no dia da 1.ª meia-final, ao fazer zapping, passei pelo 1.º canal da RTP quando estava a dar essa canção e gostei. Mesmo muito.
Os 5 primeiros ficaram ordenados da seguinte forma:
1.º - Suécia
2.º - Rússia
3.º - Itália
4.º - Bélgica
5.º - Austrália
A Austrália foi como país convidado. Mas então, porque entrou na competição?...
A vitória da canção sueca, na minha muito modesta opinião, não pode ser desassociada do seu intérprete e sua história. Parece que ele é voluntário internacional e que ajudou a fundar 4 escolas em território africano.
No final de tudo, achei significativa uma coisa: em último lugar, com zero pontos, ficou a canção alemã. Para tirar dúvidas, fui ver o vídeo da canção: não é má. Aliás, pelo muito pouco que eu vi, havia bem piores.
Mas… zero pontos?...
Significativo, não?...
… E para bom entendedor…
(se quiserem ver os vídeos das canções concorrentes, bastam ir a http://www.eurovision.tv/page/vienna-2015/about/all-participants)


Mudando radicalmente de assunto, vocês também pertencem àquele grupo que diz que a fruta estrangeira não sabe a nada e que só a fruta portuguesa é que é boa?
Eu confesso que não fazia.
Para mim, fruta era fruta, independentemente na sua origem.
Mas agora, vi-me obrigada a virar o bico ao prego.
Eu explico:
Eu gosto muito de morangos – simples, sem açúcar e/ou natas. E, por vezes, comia taças de morangos. Lindos, grandes.
Ora, eu sabia que os morangos não eram portugueses.
Mas da última vez que os comi, foi diferente. Os morangos eram doces.
Eu perguntei à minha mãe se estes morangos eram diferentes dos outros.
Resposta dela: “Claro, são portugueses.”


Ainda falando de morangos, vi, há relativamente pouco tempo, a seguinte campanha numa cadeia de super e hipermercados da nossa praça:
Uma caixa de 2 kg de morangos, de origem espanhola, custava, aproximadamente, 3,50 €. E exactamente ao lado estavam morangos, de origem portuguesa, com o kilo a custar, aproximadamente, o mesmo que 2 kg de morangos espanhóis.
Vocês percebem?
Eu também não.


E com esta me despeço.
Até uma próxima oportunidade.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Coisas de médicos (19/05/2015)




Olá, como estão?


Hoje, dia 19 de Maio, assinala-se o Dia Mundial do Médico de Família.

O Dia Mundial do Médico de Família assinala-se a 19 de maio, desde 2010 promovido pela Organização Mundial de Médicos de Família (World Organization of Family Doctors - WONCA), tornando-se um dia para destacar o papel e o contributo dos médicos de família nos sistemas de saúde em todo o mundo e celebrar os progressos em medicina familiar.
Para assinalar esta data, a Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar (APMGF) promove uma campanha junto da comunidade alusiva ao mote “o médico de família é essencial na promoção da saúde dos portugueses”
Esta ação, em várias cidades do país, com presença em espaços públicos, pretende informar os portugueses sobre a relevância da especialidade de medicina geral e familiar, sensibilizar a comunidade sobre a importância dos cuidados de saúde da pessoa e da família e defender a valorização do médico de família. No total, serão mais de 400 médicos, em cerca de 60 cidades e vilas num esforço inédito de esclarecimento à população.
As ações de campanha incluem a distribuição da brochura “A Medicina Geral e Familiar em Imagens” e de um folheto através do qual a população poderá remeter mensagens sobre o que pensa que necessita de ser melhorado nas unidades de saúde em Portugal e no trabalho do médico de família. Serão igualmente oferecidos balões e t-shirts alusivos à efeméride.
Todos os espaços de divulgação dinamizados nas ruas das principais cidades e vilas do país estarão devidamente assinalados com bandeiras nas quais pontuam as cores da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e do Dia Mundial.

Pois, isto é tudo muito bonito, mas a verdade verdadeira é que ainda há muitos portugueses sem médico de família.
Pela muito simples razão, dizem, que não os há.
E entretanto a gente que se aguente à bronca.
Há o chamado médico de recurso.
Mas assim, onde está o atendimento familiar e personalizado?
Mas eu não me posso queixar: nunca tive que passar pela experiência de não ter médico de família por um período prolongado.


E para não fugir muito ao tema, agora vou-vos falar aqui de “Medicamentos Órfãos”.
Após uma pesquisa na Internet, encontrei três definições que quero aqui partilhar.
Da Eurordis, Apifarma e Orphanet, respectivamente.

Os “medicamentos órfãos” são produtos médicos destinados à prevenção, diagnóstico ou tratamento de doenças muito graves ou que constituem um risco para a vida e que são raras. Estes medicamentos são designados como “órfãos” porque, em condições normais de mercado, a indústria farmacêutica tem pouco interesse no desenvolvimento e comercialização de produtos dirigidos para o pequeno número de doentes afectados por doenças muito raras.

Medicamento órfão é um estatuto atribuído por uma entidade oficial reguladora da saúde, a medicamentos que tratam doenças raras.
“Os medicamentos órfãos destinam-se à prevenção e/ou tratamento de doenças cronicamente debilitantes que afectam mais de cinco em cada 10.000 pessoas na União Europeia, ou que, por razões económicas, não seriam susceptíveis de ser desenvolvidos sem incentivos." (European Medicine Agency. Human Medicines. Orphan Medical products. www.ema.europa.eu/htms/human/orphans/intro.htm)
As doenças raras, também designadas como órfãs, são aquelas que afectam um pequeno número de pessoas, por comparação com a população em geral, ocorrendo com pouca frequência ou raramente. Na União Europeia (UE), uma doença é considerada rara quando afecta menos de 5 em cada 10.000 pessoas. Embora este número possa parecer pequeno, traduz-se em cerca de 246.000 pessoas nos 27 Estados-Membros da UE.
Existem cerca de 7.000 doenças raras identificadas, mas estima-se que existam mais e que afectem entre 6 a 8% da população, ou seja, entre 24 e 36 milhões de pessoas na Europa. 
As doenças raras são um problema grave em termos de saúde pública, sendo consideradas uma prioridade no âmbito quer do programa de saúde quer do programa de investigação da União Europeia. A legislação e o financiamento da União Europeia para projectos de Investigação e Desenvolvimento têm em vista promover o desenvolvimento de medicamentos órfãos.

Os medicamentos designados “órfãos” são aqueles que são dirigidos para o tratamento de doenças que são tão raras que os promotores estão relutantes em desenvolve-los sob condições normais de comercialização, já que o pequeno mercado não irá permitir aos promotores a recuperação do capital investido na investigação e desenvolvimento do produto.
Os doentes com doenças raras não podem ficar à margem do progresso feito pela ciência e pelas farmacêuticas, tendo os mesmos direitos ao tratamento como qualquer outro doente. De forma a estimular a investigação e o desenvolvimento no setor dos medicamentos órfãos, as autoridades públicas implementaram incentivos para as indústrias de saúde e biotecnologia.
Isto começou tão cedo como em 1983 nos Estados Unidos com a adoção do Ato do Medicamento Órfão, seguido pelo Japão e Austrália em 1993 em 1997; em 1999, a Europa implementou a política comum sobre os medicamentos órfãos nos seus Estados Membros.

Mediante isto, além da frustração e impotência que me assaltam em vagas teimosamente contínuas, tempestuosas, gigantescas e selvagens, sabem qual é a minha maior vontade?
Apertar o pescoço a alguém, assim como se faz às galinhas.
Porque também eu tenho uma doença rara.
E isto faz-me sentir uma pária. Uma aberração.
Presa neste limbo sem saída.
E a sentir-me afogar neste mar imenso de lama, onde chafurdo para tentar manter-me à tona, mas já sem forças para continuar.


E por hoje fico por aqui.
Até a uma próxima oportunidade.




segunda-feira, 18 de maio de 2015

Bolas e mitos (18/05/2015)

Olá, como estão?


Ontem o Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol, época 2014/2015.
Foi o 34.º quarto título.
E vamos lá por partes: eu até sou adepta do Benfica e é claro que fiquei contente com esta vitória (no campeonato, porque na jornada, a 33.ª, o Benfica empatou com o Guimarães, mas beneficiou do empate do Porto com o Belenenses).
Mas convém não exagerar.
Eu estou a falar dos serviços noticiosos televisivos, mais concretamente do Jornal da Noite de ontem, às 20h00, no canal SIC.
É que só deu Benfica…
Mas mesmo certo, ontem, não aconteceu mais nada digno de interesse, por esse mundo fora?...
Por um lado, era muito bom que assim fosse, mas por outro, sei que não foi esse o caso.
Podem argumentar que as outras notícias foram apresentadas no canal de notícias, no caso a SIC Notícias, um canal por cabo.
E eu contra-argumento: e quem não tem televisão por cabo?
Eu até tenho, mas o que não falta são pessoas que ainda não têm.


Tem-se falado muito no caso de Salvaterra de Magos, no caso do jovem de 14 anos barbara e violentamente assassinado através de agressões repetidas com uma barra de ferro por, alegadamente, motivos total e completamente fúteis – parece que o já confesso homicida pretendia roubar a roupa, dita de marca, da vítima.
E muito se tem escrito, nas redes sociais, sobre como o que homicida merecia que lhe fizessem o mesmo ou pior.
Pessoalmente, sou obstinadamente contra a pena de morte.
Acima de tudo, porque a acho uma suprema hipocrisia – se é errado matar, quem somos nós para fazer exactamente o mesmo?
E não é só.
A pena de morte é demasiado… definitiva.
Em acabando, está acabado.
E a pessoa que cometeu o crime te que sentir as consequências do seu crime.
Também não é de tortura gratuita que falo.
 Como posso explicar?...
… Olhem, conhecem o mito grego de Prometeu?

Lenda do Gigante Prometeu
Diz a lenda que quando os deuses criaram o céu e a terra, com todas as plantas e animais, chegou à terra o gigante Prometeu ("aquele que pensa antes"), descendente dos Titãs, destronados por Zeus. Prometeu, com um pouco de argila e água, criou o homem à imagem dos deuses para que reinasse sobre a terra. Das almas dos animais escolheu algumas características que juntou à sua obra. Atena, a deusa da sabedoria, impressionada, insuflou no homem o espírito. Pouco depois os primeiros seres humanos começaram a multiplicar-se na terra, mas faltava-lhes as informações sobre a sua subsistência e sobre os assuntos divinos. Por esta razão, Prometeu ensinou aos homens todos os segredos da agricultura, da pesca, do comércio, da profecia, da astronomia e de tudo o que era necessário ao desenvolvimento da humanidade. Mas ainda lhes faltava o dom do fogo, que Zeus tinha negado aos homens. Então, Prometeu apanhou um ramo e aproximando-o do sol incendiou-o e trouxe o fogo à terra. Contrariado, Zeus arquitetou a sua vingança ordenando que se fizesse uma estátua de uma linda mulher, que os deuses dotaram de muitas qualidades, e a quem chamou Pandora, "a que tem todos os dons". Zeus pediu a cada um dos deuses que criassem um malefício e guardou-os a todos numa caixa que Pandora levava nas mãos. Zeus tencionava unir Pandora a Epimeteu ("o que pensa depois"), irmão de Prometeu, e ordenou a Hermes que conduzisse Pandora à Terra até junto de Epimeteu. Diante dele, ela abriu a caixa dos malefícios que se espalharam por toda a Terra, enchendo-a de dor e de doença. Pandora fechou a caixa rapidamente, antes que se escapasse o único benefício que esta continha: a esperança.
Tinha chegado a hora de Zeus castigar Prometeu, mandando Hefesto e os seus servos Crato ("o poder") e Bia ("a violência") acorrentar o gigante a um despenhadeiro do Monte Cáucaso. Mandou depois uma águia devorar-lhe o fígado, que, por ser imortal, se
regenerava continuamente, causando-lhe um grande sofrimento. O seu tormento prolongou-se por centenas de anos até que Hércules, com o consentimento de Zeus, matou a águia com uma pedra e libertou Prometeu das correntes. É então que Prometeu revela a Zeus uma profecia: se Zeus continuasse com os seus amores com Tétis, deles nasceria um filho que o destronaria. Assim sendo, Zeus abandonou Tétis, que casou com o mortal Peleu. Entretanto, Prometeu tornou-se imortal ao trocar o destino com o centauro Chiron e ocupou o seu lugar no Olimpo, para grande alegria do povo de Atenas, que via em Prometeu o grande benfeitor da humanidade, patrono das artes e das ciências.’

Sempre adorei mitologia grega e lembro-me que quando ouvi este mito, pela 1.ª vez (era ainda criança), confesso que me surpreendi com a revelação súbita de como os Deuses do Olimpo podiam ser tão mesquinhos e vingativos.


Fico por aqui.
Até uma próxima oportunidade.


sexta-feira, 15 de maio de 2015

Famelgas (15/05/2015)




Olá, como estão?


Hoje, dia 15 de Maio, assinala-se o Dia Internacional da Família.

“O Dia Internacional da Família é celebrado anualmente a 15 de maio.

A data foi escolhida pela Assembleia Geral da ONU, que proclamou o dia 15 de maio como Dia Internacional da Família.
A celebração do Dia Internacional da Família visa, entre outros objetivos, destacar:
·         A importância da família na estrutura do núcleo familiar e o seu relevo na base da educação infantil;
·         Reforçar a mensagem de união, amor, respeito e compreensão necessárias para o bom relacionamento de todos os elementos que compõem a família;
·         Chamar a atenção da população para a importância da família como núcleo vital da sociedade e para seus direitos e responsabilidades desta;
·         Sensibilizar e promover o conhecimento relacionado com as questões sociais, económicas e demográficas que afetam a família.

O primeiro Dia Internacional da Família foi celebrado em 1994.

Frases e mensagens
·         A família é um lar.
·         Família, o nosso bem mais precioso.
·         A família é o casaco do coração.
·         A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família.
·         A família é como o sarampo: uma pessoa tem quando é criança e fica marcada para toda a vida.

Atividades 
·         Fazer um piquenique.
·         Jantar fora.
·         Ver um filme.
·         Jogar jogos de tabuleiro. 
·         Fazer uma peça de teatro familiar.
·         Fazer um espetáculo musical familiar.



Quanto a mim, eu tenho uma família grande.
Na verdade, enorme.

Mas a minha família mais imediata é composta por pai, mãe, irmão, cunhada e um sobrinho lindo.
E eles, mais que ninguém, são a minha rocha, a minha âncora, o meu porto de abrigo.


E com esta, me despeço.
Até uma próxima oportunidade.


quinta-feira, 14 de maio de 2015

Espigas espigadas (14/05/2015)




Olá, como estão?


Hoje, dia 14 de Maio de 2015, assinala-se a Ascensão de Cristo.
(“Da Páscoa à Ascensão, 40 dias vão”…)
Quer isto dizer que hoje é Quinta-feira da Ascensão.
Dia da Espiga.

Eu ainda me lembro de, na minha infância, ir com os meus colegas da escola e a minha professora, apanhar a espiga.

A Festa da Ascensão, conhecida também como Quinta-Feira da Ascensão ou apenas como Ascensão, comemora a Ascensão de Jesus ao céu. É uma das festas ecuménicas, ou seja, uma das que são comemoradas por todas as igrejas cristãs, juntamente com as celebrações da Semana da Paixão, a Páscoa e o Pentecostes. Na Igreja Católica é conhecida também como Solenidade da Ascensão do Senhor. A Ascensão é tradicionalmente celebrada numa quinta-feira, a décima-quarta da Páscoa (segundo a contagem de Atos 1:3).

O Dia da espiga ou Quinta-feira da espiga é uma celebração portuguesa que ocorre no dia da Quinta-feira da Ascensão com um passeio matinal, em que se colhe espigas de vários cereais, flores campestres e raminhos de oliveira para formar um ramo, a que se chama de espiga. Segundo a tradição o ramo deve ser colocado por detrás da porta de entrada, e só deve ser substituído por um novo no dia da espiga do ano seguinte.

O dia da espiga era também o "dia da hora" e considerado "o dia mais santo do ano", um dia em que não se devia trabalhar. Era chamado o dia da hora porque havia uma hora, o meio-dia, em que tudo parava, "as águas dos ribeiros não correm, o leite não coalha, o pão não leveda e as folhas se cruzam". Era nessa hora que se colhiam as plantas para fazer o ramo da espiga e também se colhiam as ervas medicinais. Em dias de trovoada queimava-se um pouco da espiga no fogo da lareira para afastar os raios.


E por falar em infância, lembram-se dos livros da Anita?...
Pois bem, não é que agora querem mudar o nome da Anita??!!!
Para, pasme-se, Martine.


Quer-se dizer, até parece mesmo que estou a ver o que aconteceu:
Provavelmente, o nome original da personagem até é Martine.
Mas quando começaram a traduzir os livros e para uma maior aproximação à realidade portuguesa, optou-se por um nome português: Ana – no caso, Anita.
E agora, numa tentativa de globalização, houve uma alma iluminada que se lembrou, 49 anos depois da 1.ª edição em Portugal (1966), de mudar o nome para o original.
Mas para quê?
Se nasceu Anita, deixem-na continuar Anita.
E fiquem lá quietinhos, que ganham mais com o serviço.


quarta-feira, 13 de maio de 2015

Isto e aquilo (13/05/2015)




Olá, como estão?


Entra hoje em vigor, a 100%, o novo Acordo Ortográfico.
Mas há coisas que acho às quais nunca me vou consegui adaptar, tais como aquela coisa dos dias da semana e dos meses serem agora escritos com letra minúscula.


Hoje também é dia da Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

(Nossa Senhora de Fátima (ou Nossa Senhora do Rosário de Fátima) é uma das designações atribuídas à Virgem Maria que, segundo os relatos da época e da Igreja Católica, apareceu repetidamente a três pastores, crianças na altura das aparições, no lugar de Fátima, tendo a primeira aparição acontecido no dia 13 de Maio de1917. Estas aparições continuaram durante seis meses seguidos, sempre no mesmo dia (excetuando em Agosto). A aparição é associada também a Nossa Senhora do Rosário, sendo portanto aceito a combinação dos dois nomes - dando origem a "Nossa Senhora do Rosário de Fátima" - pois, segundo os relatos, "Nossa Senhora do Rosário" teria sido o nome pelo qual a Virgem Maria se haveria identificado, dado que a mensagem que trazia consigo era um pedido de oração, nomeadamente, a oração do Santo Rosário.
Fecha o ciclo de aparições iniciado em Paris, como Nossa Senhora das Graças, sucedida pela aparição em La Salette e Lourdes.
Três crianças, Lúcia de Jesus dos Santos (de 10 anos), Francisco Marto (de 9 anos) e Jacinta Marto (de 7 anos), afirmaram ter visto Nossa Senhora no dia 13 de Maio de 1917 quando apascentavam um pequeno rebanho na Cova da Iria, freguesia de Aljustrel, pertencente ao concelho de OurémPortugal.
Segundo relatos posteriores aos acontecimentos, por volta do meio-dia, depois de rezarem o terço, as crianças teriam visto uma luz brilhante; julgando ser um relâmpago, decidiram ir-se embora, mas, logo depois, outro clarão teria iluminado o espaço. Nessa altura, teriam visto, em cima de uma pequena azinheira (onde agora se encontra a Capelinha das Aparições), uma "Senhora mais brilhante que o sol".
Segundo os testemunhos recolhidos na época, a senhora disse às três crianças que era necessário rezar muito e que aprendessem a ler. Convidou-as a voltarem ao mesmo sítio no dia 13 dos próximos cinco meses. As três crianças assistiram a outras aparições no mesmo local em 13 de junho13 de julho e 13 de setembro. Em agosto, a aparição ocorreu no dia 19, no sítio dos Valinhos, a uns 500 metros do lugar de Aljustrel, porque as crianças tinham sido presas e levadas para Vila Nova de Ourém pelo administrador do Concelho no dia 13 de agosto.
13 de outubro, estando presentes na Cova da Iria cerca de 50 mil pessoas, Nossa Senhora teria dito às crianças: "Eu sou a Senhora do Rosário" e teria pedido que fizessem ali uma capela em sua honra (que atualmente é a parte central do Santuário de Fátima). Muitos dos presentes afirmaram ter observado o chamado milagre do sol, prometido às três crianças em julho e setembro. Segundo os testemunhos recolhidos na época, o sol, assemelhando-se a um disco de prata fosca, podia fitar-se sem dificuldade e girava sobre si mesmo como uma roda de fogo, parecendo precipitar-se na terra. Tal fenómeno foi testemunhado por muitas pessoas, até mesmo distantes do lugar da aparição. O relato foi publicado na imprensa por vários jornalistas que ali se deslocaram e que foram testemunhas do fenómeno. Contudo, há testemunhos de pessoas que afirmaram nada ter visto, como é o caso do escritor António Sérgio, que esteve presente no local e testemunhou que nada se passara de extraordinário com o sol, e do militante católico Domingos Pinto Coelho, que escreveu na imprensa que não vira nada de sobrenatural. Entretanto, testemunhas da época afirmaram que o facto não aconteceu com o sol (este ficou do mesmo tamanho) mas sim com um objeto luminoso que se destacou no céu, girando sobre si próprio e mudando de cor.
Posteriormente, sendo Lúcia religiosa doroteia, Nossa Senhora ter-lhe-á aparecido novamente em Espanha (10 de Dezembro de 1925 e 15 de Fevereiro de 1926, no Convento de Pontevedra, e na noite de 13 para 14 de Junho de 1929, no Convento de Tui), pedindo a devoção dos cinco primeiros sábados (rezar o terço, meditar nos mistérios do Rosário, confessar-se e receber a Sagrada Comunhão, em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria) e a Consagração da Rússia ao mesmo Imaculado Coração.
O papa Pio XII, anuindo a esses pedidos de Nossa Senhora, consagrou o mundo inteiro ao Imaculado Coração de Maria a 31 de Outubro de 19422 .
Nas suas Memórias, Lúcia contou ainda que, entre abril e outubro de 1916, teria já aparecido um anjo aos três pastorinhos, por três vezes, duas na Loca do Cabeço e outra junto ao poço do quintal da casa de Lúcia, convidando-os à oração e penitência, e afirmando ser o "Anjo de Portugal".
Este anjo teria ensinado aos pastorinhos duas orações, conhecidas por Orações do Anjo, que entraram na piedade popular e são utilizadas sobretudo na adoração eucarística.


Não sou propriamente uma crente absoluta nas aparições de Fátima.
Mas atenção, também não sou uma descrente completa.
Eu diria que sou antes uma… cética, não sei se me estão a perceber…
Assim como São Tomé.


E vi, há dias, um comentário no Facebook acerca das acessibilidades para cadeiras de rodas, ou, melhor dizendo, da falta delas.
Na verdade, acho que isto tudo funciona num gigantesco círculo vicioso.
Pois se não há as acessibilidades, é porque não há muitas pessoas em cadeiras de rodas a atreverem-se a sair, mas se não as há a sair, tal deve-se, maioritariamente, à falta de acessibilidades.
Maioritariamente, sim, mas não só.
Pelo menos, no meu caso.
Senão, vejamos: sou atáxica – tenho ataxia de Friedreich e, como a ataxia é uma doença progressiva, isso quer dizer que a minha situação está, lenta, cruel, inexorável e continuamente a degradar-se.
A juntar a esta equação, já por si bastante complicada, não posso pensar só em mim, mas também na minha realidade e na realidade de quem me rodeia.
Eu não me sinto no direito de impor a minha presença, assim como todo a trabalheira que isso implica, a ninguém.
Felizmente, para mim, que eu sempre fui uma pessoa mais… reservada.
Até parece que eu já estava a adivinhar o que aí vinha, a tempestade que se aproximava…


E por hoje fico por aqui.
Até uma próxima oportunidade…














sexta-feira, 8 de maio de 2015

Leiteraturas (08/05/2015)

Olá, como estão?


Gosto muito de contos, sempre gostei.
É mesmo a minha forma de expressão literária de eleição. Até tenho um outro blogue, “À procura de uma história” (http://aprocuradeumahistoria.blogspot.pt) dedicado ao tema.
 
O melhor conto que já li é da autoria de Joyce Carol Oates e chama-se “Extenuating Circumstances” (Circunstâncias Atenuantes), no livro “Haunted – Tales of the Grotesque” (Assombrada – Contos do Grotesco) (Penguin Group USA Incorporated, 1995). Referi os títulos em inglês, porque foi essa a versão que li – a na língua inglesa, a versão original.

(Como tenho a sorte de falar inglês e como tenho a percepção de que nem sempre as traduções transmitem exactamente a voz autor, por vezes (mas não sempre!) gosto de ler as versões originais – quando são em inglês, claro está.
A isto acresce o facto de eu também, em tempos, ter escrito em inglês. Aliás, uma das maneiras de aumentar o meu volume de trabalho era pegar no meu trabalho em inglês e traduzi-lo para português. Mas não. O meu trabalho em inglês foi pensado em inglês. Até porque há certas expressões na língua inglesa que são intraduzíveis para português. E vice-versa.)

Mas o melhor conto que já li, em português, é da autoria de José Riço Direitinho e chama-se “Amor num cheiro imenso a rosmaninho”. Mas este conto não faz parte dum livro. Foi antes publicado na Revista ELLE de Agosto de 1995, n.º 83, integrada no suplemento “Contos de Verão”.

E ainda há o conto que gostava de ter escrito: “O vocabulário das varandas”, da autoria de Almudena Grandes, no livro “Sete mulheres” (Editorial Presença, 1998). Ainda me lembro que quando o acabei de ler, foi automático: pensei logo “Gostava de ter escrito este conto”.

Vem isto a propósito do livro “Um Livro Num Dia: Contos da manhã que logo entardeceu” (Chiado Editora, 2015), fruto da iniciativa levada a cabo no Dia Mundial do Livro, pela Chiado Editora, em plena Av. da Liberdade, na cidade de Lisboa.
E não é que o livro tem sido uma muito agradável surpresa?...
Realmente há por aí muito e muito bom talento bem escondido.
Dai eu achar que estas iniciativas são muito importantes, que funcionam, pelo menos a meu ver, como uma democratização do acesso ao, cada vez mais, hermético mundo editorial.
Só pecam por ser em muito reduzido número.
Fico ansiosa pela próxima iniciativa.


Por hoje, fico por aqui.

Até uma próxima oportunidade.